Resenha: Assassinato no Expresso do Oriente

Oi, gente! Desculpem a demora nas reviews, mas tive uma semana superdifícil, com direito à gripe para fechar com chave de ouro, masssss… estamos na luta!

Eu não sei por que não tinha lido antes nada da Agatha Christie. Uma lacuna enorme que eu deveria preencher, assassinato do expresso do orienteprincipalmente pela vastidão da obra da escritora, pela sua fama e porque eu chegava a indicar até mesmo pros outros (!). Estava mais que na hora de criar vergonha e ir atrás. Eis que me emprestaram e eu amei a edição especial que a Nova Fronteira tem feito de muitos livros dela, com capa linda e dura, esta aqui da foto ao lado.

Por coincidência, descobri que o livro que devorei nestes últimos dias, “O assassinato no expresso do Oriente” foi publicado há exatamente 80 anos.

Conta como Hercule Poirot, um detetive que é uma das personagens mais recorrentes na obra de Christie, está voltando para Londres da Síria e se envolve em um caso muito complexo ao pegar o Expresso do Oriente. Um homem rico e misterioso, um certo Ratchett, no meio do percurso é assassinado com 12 facadas e o trem fica preso em uma nevasca. Todos os passageiros do carro Istambul-Calais parecem ser inocentes, e cabe a Poirot desvendar um caso que parece indecifrável.

Rapidamente, o detetive descobre que Ratchett fora um assassino e sequestrador cruel, fugitivo dos EUA e que originalmente se chamava Cassetti. Há alguns anos, ele tinha se envolvido no bárbaro crime contra uma menininha, desfacelando toda a sua família. Isto ficou conhecido como “caso Armstrong”, e Poirot seguiu nesta pista e rastreou cada suspeito, descobrindo pontos obscuros até chegar à verdade.

Óbvio que não dá para descrever muito, pois a graça de histórias como essas residem justamente no mistério. Fazendo uma pesquisa, descobri que “Assassinato no Expresso do Oriente” foi um dos maiores sucessos da escritora, sendo adaptado várias vezes para Tv e cinema.

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Eu vi esta página muito legal na internet e recomendo pra vocês lerem e saberem um pouco mais sobre o livro e a autora: http://jornalismojunior.com.br/sala33/agatha-christie-80-anos-de-o-assassinato-no-expresso-do-oriente/ . 😀

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TAG: Jantar Literário

jantar

Oi, gente! Fazia um certo tempinho que não tinha tag aqui no blog, né? Pois bem: fiquei pesquisando alguma que me chamasse a atenção e vi esta no blog http://www.livroseblablabla.com/. Ela nem é recente, mas achei tão legal que decidi fazer! Confiram só:

1 – Um personagem que possa ou goste de cozinhar.   dona flor

Dona Flor, de Dona Flor e seus dois maridos. Ela faz comidas para festas (e Jorge Amado disse que ela lhe passou umas receitas…).Além do mais, Dona Flor também é professora de culinária, portanto, é uma cozinheira de mão cheia!

2 – Um personagem com dinheiro para bancar a festa.

giphy

Jay Gatsby, de O Grande Gatsby. Gente, ninguém melhor que ele! Estiloso, rico e maior festeiro da literatura mundial!

3 – Um personagem que pode causar uma cena.

dumbledoreAmem ou não, mas alguém que nunca passa desapercebido é Alvo Dumbledore, de Harry Potter. Como disse Kim Shacklebolt, “ele tem estilo”. E, ao meu ver, “causar uma cena” nem sempre é ruim rsrsrs.

4 – Um personagem que é superpopular.

Eu vou fugir um pouco da literatura e pegar um personagem dos quadrinhos, porque quando li esta pergunta, só me veio uma pessoa à mente: Tony Stark! O Homem de Ferro é charmoso, baladeiro e deve ser o super-herói mais bem relacionado ever.

5 – Um personagem que é engraçado/divertido.

fredejorgeOlha, não citarei um, mas dois de uma tacada só: os gêmeos Weasley, Fred e George de Harry Potter. Adoraria convidá-los pra um auê, eles arrancaram milhões de risadas minhas por anos seguidos kkkkkk!

6 – Um vilão/vilã                                       dracula_film_web--400x300

Drácula, do livro de Bram Stocker. É mal, mas me parece adequado pra um jantar… se bem que não comeria nada… ops, protejam seus pescoços!

7 – Um casal – não precisa ser romântico. 

Chamaria um casal que com certeza enriqueceria o papo no jantar com conversas inspiradas e ótimas tiradas: Elizabeth Benett e Mr. Darcy de Orgulho e Preconceito.

liz e darcy

8 – Um herói/heroína.

Adoraria dar um jantar e receber a Capitu, de Dom Casmurro! Seria #PuroLuxo!  Olhos-de-Capitu

9 – Um personagem subestimado.

Peeta Melark, de Jogos Vorazes. Nossa, o menino nem de longe parece ser o par ideal para a Katniss, mas mostra que jeito é bem melhor que a força para se conseguir o que quer.

Peeta - the-hunger-games Photo

10 -Um personagem de sua própria escolha.

Chamaria dois que com certeza iriam cuidar do som do jantar do jeito que eu gosto: a ruiva Eleanor e o fofo do Park #nhac!

eleanor ama park

“Como eu era antes de você”

como eu era antes de vc

“Como eu era antes de você”, na minha opinião, foi um caso de não julgar o livro pela capa (literalmente): um dos pontos que eu não gostei nele foi justamente essa apresentação, não achei atraente e que pode (aliás, deve) ser melhorada. Os primeiros capítulos, até você se acostumar, não parecem superlegais, mas, à medida que que você vai avançando… é incrível!

O livro é sobre olhar a vida sob novos ângulos, ousar ser feliz. Não à toa, a protagonista é Louisa Clark, uma jovem de vinte e seis/ vinte e sete anos, que perde o emprego de garçonete em um café e se vê perplexa, pois nunca tinha ambicionado nada em especial na vida. Desempregada, ela sai em busca de uma ocupação, mas em nada que encontra dura muito tempo ( eu até imagino, um dos empregos era trabalhar no turno da noite numa processadora de carne de frango). Ela também tem um namorado de longa data, Patrick, e a relação dos dois já está muito fria e caiu na mesmice, sendo que ele é obcecado por exercícios, enquanto ela nem entende porque ele gosta tanto disso.

Louisa mora com os pais, o avô doente, a irmã caçula e o sobrinho. A família passa por dificuldades financeiras, e ela fica angustiada, até saber de uma vaga de cuidadora para um tetraplégico. Mesmo relutante e sem experiência nenhuma, ela aceita, porque afinal de contas, a situação não era para “botar banca”.

O que devemos saber sobre ela é que Louisa é espontânea, insegura, do tipo que não engole desaforo mas também tem um coração de ouro. Ou seja, uma garota comum, extravagante na forma de se vestir, divertida, exatamente alguém que poderia mexer com Will, seu paciente tatraplégico.

Will Traynor era um empresário rico, culto, viajado, aventureiro… sabe aqueles típicos galãs de livros de chick-lit? Então. Will era perfeito, tinha uma vida perfeita… até ser atropelado por uma moto em um dia de chuva. Com lesões gravíssimas na coluna, ele se torna amargo, taciturno, enfrentando um monte de complicações que o deixaram com a certeza de que viver não valia mais à pena.

A relação de Will e Lou no início é difícil ( e hilária): ele fazia questão de ser ranzinza e antipático, e, a partir do momento em que ela revida os desaforos dele, as farpas passam a voar por todo lado. Estranhamente, é assim que ela o faz rir e começar a se abrir com alguém de novo. O que eu achei mais legal na escrita da Jojo Moyes é que ela escreve com fluidez, sagacidade, sem apelação. Há lirismo nos momentos certos, ironias que realmente te fazem rir e, o melhor: os personagens são palpáveis, humanos. A trama se passa no interior da Inglaterra, mas você se identifica com a família Clark, seus apertos financeiros e os barracos; você se pega imaginando a dor da família Traynor e não tem como não se sentir na pele de Louisa, que não faz a linha de coitadinha, sendo divertida e simples.

Bem, o contrato dela para cuidar de Will é de seis meses, e ao ouvir uma discussão entre a mãe e a irmã do paciente, Lou descobre o por quê. Ela passa a ser obstinada como nunca antes na vida, se incumbindo da tarefa de convencê-lo de que viver ainda era uma opção. Daí ela o leva para passear, para concertos, conversa com ele, debate. Will também indica leituras e filmes para a cuidadora; começa a instigá-la a buscar o melhor, a ir além, a não deixar a vida dela passar em brancas nuvens.

Eu devorei este livro em uma semana e posso garantir que vivi as emoções dos personagens, ri, chorei e tirei uma lição valiosa dele. Se mostrou uma surpresa muito boa, um enredo que tem um tema que me fez refletir bastante sobre a vida e que não força a barra: o riso, as lágrimas, o amor pelos personagens e a reflexão vêm sem que você perceba.

– Quando você vai terminar o trabalho? […]

-Que trabalho?

-Meu cabelo. Está pela metade.Pareço um daqueles órfãos vitorianos. Ou um londrino idiota. – Ele virou a cabeça para que eu pudesse ver melhor minha obra. – A menos que essa seja uma de suas demonstrações de estilo alternativo.

– Quer que eu continue a cortar?

– Bom, achei que isso a deixava feliz. E seria ótimo não parecer que vivo num hospício.

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Gente, olha só que massa: o livro vai ser adaptado para filme e deve estrear ano que vem; os protagonistas serão vividos por Emilia Clarke ( que faz a Daenerys Targaryen, em Game of Thrones) e por Sam Clafin ( que fez o Finnick de Jogos Vorazes)!

adaptação de como eu era antes de vc

Faz 10 anos

faz 10 anos

Um dia desses, eu estava conversando com meus melhores amigos e nos demos conta de que já fazia 10 anos que a gente tinha terminado o Ensino Médio. Parece surreal que tanto tempo tenha passado, mesmo que todos já tenhamos estruturado nossas vidas das formas mais diversas. Uns se casaram, se separaram, casaram de novo, tiveram filhos, foram morar no exterior, já se formaram, têm trabalho, enfim, vidas e rotinas comuns para quem já está com 27, 28 anos.

Há dez anos eu tinha 18 e achava que seria advogada. Há dez anos, a novela das 9 era Senhora do Destino, Lula estava no seu primeiro mandato; tivemos Olimpíadas na Grécia, um tsunami varreu o sudeste asiático e também foi o ano de criação do Orkut!

orkut

nazaré tumblr

Como eu sempre fui muito ligada à música, me peguei lembrando de quais eu curtia na época. Eu gostava de assistir a um programa de clipes assim que chegava da escola, além de passar o dia todo ouvindo rádio; e, fazendo a playlist, percebi que 2004 foi um ano muito bom em termos musicais. Eu, que geralmente escuto mais rock, devo admitir que até o pop estava acima da média nesse ano ( tem Yeah do Usher e Toxic da Britney!). Musicalmente, também foi o ano que eu comecei a me tornar fã do U2 graças à poderosa Vertigo; além de ter sido também o ano de hits inesquecíveis da década, como This love, do Maroon 5 e Somewhere only we know, do Keane. Além do mais, eu era superfã da Avril (antes de ela parecer uma vampira que suga a juventude dos outros e fazer músicas para garotas de 12 anos).Sem falar que também foi o ano da Vagabanda na Malhação!

avril tumblr

Espero que vocês curtam minha playlist com músicas que fizeram sucesso há dez anos. Se você viveu parte da adolescência embalada por elas, aproveite; se só as conheceu depois, aproveite também, e se você ainda não as conhecia… tá na hora, elas são demais!

1. Vertigo ( U2)

2. Qual é? ( Marcelo D2)

3. Pieces of me ( Ashlee Simpson)

4. Behind Blue Eyes (Limp Bizkit)

5. I Miss You ( Blink 182)

6. Toxic ( Britney Spears)

7. This Love ( Maroon 5)

8. Equalize ( Pitty)

9. Don’t tell me ( Avril Lavigne)

10. My Happy Ending ( Avril Lavigne)

11. Vou Deixar ( Skank)

12. The Reason ( Hoobstank)

13. Yeah ( Usher)

14. Somewhere only we know (Keane)

15. Você sempre será ( Marjorie Estiano)