Resenha de Depois de Você

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Então, eu li a continuação de Como eu era antes de você e, devo admitir, se continuar neste ritmo vou ficar uma especialista nas obras de Jojo Moyes, que já é uma das minhas escritoras favoritas. Como o livro anterior não era para fazer parte de uma saga ou coisa como eu era antes de vcparecida, achei interessante a forma como ela soube retomar o fio da meada e nos contar o que, afinal de contas, houve com Louisa Clark após a morte de Will.

Pois bem, um pouco disso a gente até sabe no livro anterior mesmo: ele deixa uma boa grana para ela, que viaja para Paris e tenta viver as aventuras que Will a fez prometer que viveria. Só que há um grande problema: ela o amava de verdade, e entra em depressão ao ter que lidar com o luto.

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De volta à Inglaterra, ela compra um apartamento e sua vida está numa pior ( como, por exemplo, seu emprego é horrível e ela não tem motivação nenhuma para viver). Daí, um dia, ela está andando no terraço do prédio, ouve um barulho, se assusta, cai e quase morre.

Lou enfrenta muitos problemas decorrentes deste evento: além das cirurgias, de ser obrigada pelo pai a participar de um grupo de ajuda para lidar com o luto, ela se envolve com Sam, o paramédico que a atende, e acaba conhecendo Lily, uma adolescente superproblemática que aparece de mala e cuia na sua casa dizendo-se filha  de Will.

Esta foi a parte que eu não curti no livro: Lily é uma garota rebelde, com muitos problemas com os pais e chata. Tudo bem que lá para frente você até entende o que de fato houve com ela, mas a garota é arrogante, folgada e NINGUÉM LEMBRA DE FAZER UM EXAME DE DNA, MEU POVO?! Depois fica plausível que ela era filha do Will, a mãe dela confirma, mas, gente… isso realmente me incomodou.

Lou tristeLou, até mais da metade do livro, continua tentando se encontrar e lidar com novas demandas na sua vida sem surtar. O grupo de apoio do qual faz parte tem momentos hilários (como o velhinho que perdeu a esposa e diz que está atrás de uma nova mulher na internet), mas é interessante ver que a família louca, divertidíssima e cheia de problemas dela também está evoluindo. Jojo tirou os Clark da zona de conforto: Treena está estudando e sendo mãe solteira e a mãe delas se tona feminista, estudando, se informando e questionando o arranjo patriarcal no qual vive, o que é muito legal.

O que eu analiso do livro é que eu não esperava o que ele me trouxe, mas a escritora sabe como lidar com os aspectos agridoces da vida de uma forma muito envolvente. Os personagens sofrem, amam, entram em parafuso, e você se reconhece ali como um deles, porque são humanos. Há uma certa falta de objetividade ali mais ou menos no meio, mas depois a narrativa deslancha em eventos interessantes que garantem a nossa leitura rapidinho até o final. Eu gostei muito, e pode vir mais Jojo Moyes na minha vida!

Resenha de Perto do Coração Selvagem

Este foi o primeiro livro publicado por Clarice Lispector. Mesmo para quem já leu outro livro dela ( no meu caso, A Hora da Estrela), e vários contos, foi um impacto muito profundo ler esta obra. Seja pelo nível linguístico, em que o português é trabalhado com muita perspicácia, como pela investigação psicológica intensa, não dá para sair imune da experiência de ler Perto do Coração Selvagem.

O romance conta a história de Joana, ou melhor, vamos acompanhando Joana e seus questionamentos, filosofias, digressões e reações dela diante do mundo ao longo de fatos em que, por acaso, ligados entre si, vão formando a sua trajetória. Não é um livro de obviedades, e é algo que exige de você uma entrega, pois é preciso seguir o fluxo de consciência de uma protagonista complexa.

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A complexidade dela, que é inerente a sua personalidade, é percebida desde criança, quando faz indagações capciosas ao seu pai. O tempo passa um pouco, e Joana o perde, indo morar, ainda menina, na casa dos tios, já que também era órfã de mãe. Lá, sente-se uma intrusa, e não fica nada à vontade ao redor da tia, que também não a suporta, devido a um traço de caráter de Joana marcante desde a tenra idade: a sua amoralidade perante aos preceitos sociais. Num dia em que foram fazer compras, a tia a flagra roubando um livro; chocada e aturdida com a reação totalmente sem culpa da sobrinha ( a quem ela se refere como uma víbora), envia a garota para um internato.

Já no início da adolescência, Joana se apaixona por um professor particular que a instiga e dá conselhos:

– Bom é viver…, balbuciou ela. Mau é…

– É?…

– Mau é não viver…           perto do coração selvagem

– Morrer? – indagou ele.

– Não, não… – gemeu ela.

– O quê então? Diga.

– Mau é não viver, só isso. Morrer já é outra coisa. Morrer é diferente do bom e do mau.

Ainda jovem, ela se casa com Otávio, um homem que não parece ser o tipo que compreende a intensidade de Joana. Talvez por isso, ele a trai com Lídia, sua ex-noiva. Joana sabe tudo, vai lá conversar com Lídia, vê-la no auge da gravidez… As coisas funcionam de outro modo para a personagem principal, ela sente e raciocina com uma propriedade muito pessoal, por isso, a traição de Otávio não gera tanta comoção, mas ela decide que deve ser melhor os dois se separarem. Enquanto isso, ela ainda se envolve com um homem misterioso, que a segue, mas depois ele some e ela parte para uma nova jornada em busca de conhecimento pessoal.

perto do coração selvagem 2No romance, sentimentos são levados à última consequência através do fluxo de consciência da protagonista Joana, contrapondo as experiências de criança às de adulta. A vida da personagem é conduzida rumo ao coração selvagem, importando-se com o bem estar próprio e preocupada com o que lhe pudesse satisfazer. Joana traz internalizada a transgressão das normas sociais falocêntricas e, calcada nessa posição, busca compreender sua posição de mulher, sua alteridade e sua luta para estabelecer um discurso próprio. ( artigo acadêmico de Clarice Cerqueira Fernandes).

Como o trecho acima diz, meu comentário acerca do livro é: Joana é instintiva, não se adequa ao mundo a sua volta. Não sente culpa, ama às vezes, odeia também, mas a impressão que eu tive é que ela parece estar sempre adiante, sempre superior e sabendo de algo que os outros apenas confiam. Perto do Coração Selvagem é denso, não faz concessões ( tem certos cortes de narrativa bruscos), uma protagonista cheia de camadas a serem exploradas e que foi, definitivamente, o cartão de apresentação perfeito que Clarice Lispector poderia mostrar para a literatura brasileira.

Resenha de “Brilhantes”, de Marcus Sakey

brilhantes RESENHA

Olá! Voltei às resenhas!

Bom, gostaria de compartilhar com vocês que passei por um período meio difícil para ler. Além do trabalho ( gente, é muita coisa pra fazer!), eu passei por um “bloqueio de leitura”: aquela situação em que você sabe que tem trocentas coisas pra ler, uma pilha de livros esperando, e… nada. Pois é. Para fechar esse meu hiatos, ainda por cima, eu tive um problema com a minha visão, o que atrapalhou bastante.

Eu tenho ceratocone, uma deformação nas córneas que altera a espessura e o formato delas. Uso lentes de contato rígidas desde 2008, e óculos apenas em alguns momentos. O problema é que nesse ano as lentes antigas me deram alergia e as novas demoraram muito para chegar. Resultado: passei mais de um mês com dor de cabeça, “forçando a vista” com os óculos e lendo num ritmo mais lento que o habitual.

Portanto, a leitura  de Brilhantes, de Marcus Sakey, foi bem arrastada. Mas a premissa do livro é muito interessante: a partir dos anos 80, crianças com poderes, ou “dons” passaram a nascer e a alterar o equilíbrio do mundo entre “normais”, ou seja, pessoas sem estes dons, e eles, os “anormais”. A trama é urbana, policial, tem momentos de tensão e perseguição policial, mas foi o lado em que o autor faz um paralelo entre a situação fictícia que criou com momentos históricos que conhecemos bastante da nossa realidade, pelo o qual mais me interessei: a perseguição nazista aos judeus e os ataques terroristas.                                                               

O protagonista é Nick Cooper, um brilhante do primeiro escalão, ou seja, que tem habilidades muito contundentes. Seu dom atua no campo da apreensão de dados comportamentais e no uso disso para evitar golpes numa briga, por exemplo, e até prever os próximos passos de quem estiver perseguindo porque, detalhe, Cooper é agente da DAR, o Departamento de Análise e Reação, criado pelo governo dos EUA. Seu trabalho é caçar brilhantes que estejam usando seus dons magníficos para o mal. Seu principal alvo é John Smith, um brilhante acusado de terríveis atos terroristas em nome da supremacia destes sobre os normais.

A gota d’água para a caçada se intensificar é quando, ao mesmo tempo em que a filha de Cooper é detectada como uma brilhante de primeiro escalão ( e estaria passível de passar toda a infância e adolescência em uma academia que prepara pessoas com esses poderes, para desespero do seu pai, pois estes lugares são horríveis), acontece um atentado muito sério na Bolsa de Valores de Nova York, e o resto, claro, não posso falar sem liberar spoilers importantes, mas posso adiantar: ele vai fazer de tudo MESMO para deter John Smith.

O que me motivou a comprar o livro foi a promessa de uma trama adulta, interessante, densa e que traria ação. Isso tudo foi-me dado, mas não do tanto que eu queria. Ao meu ver, a escrita de Sakey às vezes é muito descritiva quando não precisaria, “metida a esperta” quando ele não deveria e até os diálogos soam meio superficiais, meio clichês. Por exemplo: Gillian Flynn, a autora de Garota Exemplar, faria com certeza um trabalho superior neste quesito. Cooper é um protagonista OK, os outros personagens não me cativaram a ponto de gostar deles, nem mesmo Shannon, a garota com quem ele acaba tendo que cumprir sua missão por mais da metade do livro. Apesar de Brilhantes trazer questões políticas e atuais muito interessantes, e de as últimas sequências serem realmente bem feitas, o fato de não achar a escrita do autor tão madura quanto o tema não me fez terminar o livro com a minha satisfação saciada. Como é o primeiro de uma série, não sei se lerei os próximos…

Resenha de Memórias Póstumas de Brás Cubas

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Um dos meus livros favoritos da vida traz a história de um morto que, depois de bater as botas, lá do além, decide escrever as suas memórias fazendo pouco caso da sociedade hipócrita da época.

memórias póstumas
Pôster do filme homônimo baseado no livro

Ácido, pessimista, irônico, filosófico e divertido, Memórias Póstumas De Brás Cubas, de Machado de Assis, é considerado o marco inicial do Realismo no Brasil por ser tudo e mais um pouco. Aliás, este livro consegue ultrapassar tantos paradigmas que, na minha opinião, permanece com esse ar de coisa nova, zombeteira até hoje.

Por ensinar Literatura na escola, sei das dificuldades que a maioria dos alunos têm para entender o texto machadiano. De fato, a cada geração, as diferenças linguísticas aumentam mas, nem por isso, são motivo para desistir de ler um dos autores mais geniais já publicados.

Memórias Póstumas De Brás Cubas, como já foi citado, é narrado por Brás Cubas, um homem que, em vida, foi um playboy que aproveitou tudo o que podia. Ele sabe que nasceu em uma condição social favorável, privilegiada, e suas escolhas de vida são individualistas e, às vezes, inconsequentes.

Na juventude, seu romance com a prostituta espanhola Marcela rendeu uma das citações machadianas mais conhecidas:

“Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis”  

Indignado com a falta de prudência financeira do filho, seu pai o envia à Europa para estudar e ele, mais uma vez, gasta seu dinheiro em farras até conseguir se formar.

Ao voltar para o Brasil, conhece Virgília, uma das personagens femininas mais típicas da estirpe criada por Machado: enigmática, madura, racional, envolvente. E, como sempre elas fazem nas obras do autor, dão um drible nos personagens masculinos. Virgília, apesar de amar Cubas, se casa com Lobo Neves porque este “rouba” do outro a candidatura de deputado que Cubas ambicionava.

Quando eles se reencontram tempos depois, a paixão volta com força e eles se tornam memórias bras-cubasamantes. Solteiro convicto, Brás chega a cogitar o casamento com Virgília, com Eusébia ( moça “coxa” cujos pais ele havia encontrado atrás de uma moita quando era criança), como Nhá Loló…no entanto, a constituição de uma família tradicional realmente não é para ele.

E, quando já está na meia-idade, reencontra Quincas Borba, um antigo amigo de infância que havia se tornado mendigo e que então dizia haver criado uma nova corrente filosófica, o Humanitismo, resultando na seguinte premissa:

“Ao vencedor, as batatas!”

Quincas, que tinha uma estranha consciência da sua loucura, é um grande companheiro para Cubas até partir para Minas Gerias e ficar milionário ( e, se você quiser saber as consequências da fortuna recebida por Quincas, leia o livro de mesmo nome).

Solitário, Cubas decide criar algo que ele julga revolucionário, “um medicamento memórias póstumas1extraordinário que serviria para aliviar a melancolia da humanidade, iria chamar-se ‘Emplasto Brás Cubas’”. E, é por causa da sua invenção que ele pega uma friagem, desenvolve uma pneumonia e morre.

O último capítulo deste livro ( cujos capítulos, aliás, são ágeis, curtos e cortantes) é um daqueles trechos que podem passar mil anos e você ainda consegue se lembrar de cor e salteado:

“Capítulo CLX     Das negativas

Entre a morte do Quincas Borba e a minha, mediaram os sucessos narrados na primeira parte do livro. O principal deles foi a invenção do emplasto Brás Cubas, que morreu comigo, por causa da moléstia que apanhei. Divino emplasto, tu me darias o primeiro logar entre os homens, acima da ciência e da riqueza, porque eras a genuína e directa inspiração do céu. O acaso determinou o contrário; e aí vos ficais eternamente hipocondríacos.

Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte de Dona Plácida, nem a semidemência do Quincas Borba. Somadas umas cousas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e, conseguintemente que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: — Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.

E assim encerra-se o livro em que o morto fala da sua vida sem se limitar às mesquinharias sociais, dedica o livro ao “primeiro verme que roeu suas frias carnes” e que continua a ser incrível em sua análise ferina da burguesia, na melancolia das suas tiradas irônicas e no olhar pessimista que lança sobre a humanidade.

Resenha de A Casa das Marés

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A escritora britânica Jojo Moyes é uma das de que mais gostei de ler nos últimos tempos – peguei um amor imenso por ela ao ler Como eu era antes de você.

Tratei logo de engatilhar mais leituras dela e foi uma grata surpresa ler A Casa das Marés tão rápido no início do ano. A escrita da Jojo é assim: pega você e te faz fácil, fácil, ler umas 100 páginas sem perder o fôlego. Ela alia a fluidez narrativa a um certo lirismo, boas descrições e tramas com dramas humanos palpáveis. Sua fonte de inspiração é o dia a dia, são as pessoas com suas histórias aprendendo a enfrentá-las, vencendo seus medos.

Em A Casa das Marés, a narrativa inicia na década de 1950 e depois dá um pulo para os anos 2000. No passado, conhecemos Lottie Swift, uma garota que foi criada “praticamente como filha” por uma família abastada da cidade litorânea de Merham, no litoral inglês, após Londres sofrer com os ataques da Segunda Guerra Mundial e de ela passar por maus tratos causados pela mãe e os companheiros que ela arranjava.

a casa das marésLottie fazia companhia à filha mais velha da família, Celia Holden, uma jovem bonita, atraente, sedutora e que sempre teve vontade de ir embora dali. Um dia, chegam à cidade pacata um grupo de pessoas “exóticas”, artistas e bom vivants, para morarem na Arcádia, uma casa enorme, branca, de estilo arquitetônico ousado que ficava bem perto da praia e de um penhasco.

Curiosas, as garotas vão bisbilhotar e, aos poucos, tornam-se fascinadas pelas pessoas que moram lá. Há um intenso fluxo de visitantes, e lá moram Adeline, uma atriz misteriosa, Frances, uma pintora, com quem a atriz não consegue viver um romance conforme a outra queira; George, que tratava de assuntos financeiros e Julian, um rico empresário do ramo artístico que era casado com Adeline. Lottie se apega muito a eles, principalmente após Celia ir estudar Secretariado na “cidade grande”. Morena, bela e de gênio forte, ela se sente acolhida por Adeline, que se torna sua amiga. Quando Celia volta, esta amizade e as visitas à Arcádia é que vão ajudar Lottie, pois ela se vê incorrigivelmente apaixonada pelo noivo que a “irmã” traz à tiracolo, Guy.

Lottie sofre por amá-lo, é desesperador, ao passo que ele também se vê amando a garota que seria praticamente a sua cunhada. Na casa enorme e misteriosa, Frances pinta um mural em que representa as pessoas que vivem naquele lugar, e pinta os dois jovens, capturando toda a paixão que existe entre eles, apesar de fazerem de tudo para contê-la. Porém, o inevitável acontece: eles transam, se deixam levar pelo sentimento, e tramam um jeito de fugir. Só que Celia confessa estar grávida, e, incapaz de destruir o futuro casamento, Lottie vai embora…

Devo confessar que achei a primeira parte bem amarrada, envolvente e a mais divertida da história. Guy tinha um jeito encantador mesmo, você torce pelo amor dele e de Lottie. Na segunda parte, nos dias atuais, a autora quebra o ritmo, introduzindo a história de Daisy Parsons, uma designer que acabou de ter um bebê e que foi abandonada pelo namorado. Desesperada, ela vê como uma boa saída aceitar o projeto oferecido por Jones, um ricaço que quer fazer da Arcádia um hotel de luxo.

Nesta parte, o livro começa a criar “barriga”: existem partes que poderiam ser retiradas sem que afetassem a história, e, na minha opinião, os personagens não são tão cativantes quanto os da primeira parte. Daisy é uma chorona derrotista até se aprumar, o que cansa, porque ela chora quase o tempo todo; Lottie, que vende a casa a Jones ( após tê-la herdado de Adeline), se torna muitas vezes uma velha mordaz; e os dramas pessoais da filha dela, Camille, com o marido, meio que também “enchem linguiça” em vários pontos do livros. Mas, quando a narrativa volta ao passado para esclarecer melhor as decisões da vida de Lottie, pega no ritmo, assim como quando Daisy para de chorar e decide agir.

É uma leitura rápida, envolvente; a primeira parte se mostra superior à segunda, mas mesmo assim, é um livro bonito, que fala sobre deixar a vida seguir, aprender com seus erros e tornar-se alguém melhor.

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Gente, infelizmente, no último dia 14 perdemos Alan Rickman, o intérprete de Severo Snape na versão cinematográfica de Harry Potter. Ele era um ator talentosíssimo, premiado e um dos melhores em atividade na Inglaterra. Nenhum outro poderia ter encarnado tão bem a personalidade complexa e amargurada de um homem como o professor de Poções que fez tudo o que estava ao seu alcance em nome do amor que sentia por uma bruxa. Uma notícia muito triste, mas, a cada vez que assistirmos HP, celebraremos tudo o que Alan deixou e foi.