Tag: 25 fatos literários sobre mim

Oie! O LA foi tagueado pelo blog Devaneadora de Ideias para que eu revelasse 25 fatos literários sobre mim, então, vamos lá 😀

  1. Eu comecei a ler porque eu queria saber o que acontecia nas historinhas da Turma da Mônica. Minha mãe me ajudou a formar as palavras e eu acabei lendo sozinha pela primeira vez um gibizinho da Magali.                                                                           turma da mônica
  2. Eu amo tanto quadrinhos que colecionei as revistas da Turma da Mônica dos 7 aos 13 anos;
  3. Eu escrevi meu primeiro “livro” ( uma história de 45 páginas em um bloco de papel) aos 9 anos;
  4. Ler é tão importante e vital para mim que eu acabei me formando em Letras rsrs    
  5. Quando entro numa livraria, me sinto num santuário. Gosto de tocar as lombadas dos livros, abri-los, sentir o cheiro de novo fundindo-se com o do café, analisar as capas, as orelhas…
  6. Meu maior sonho é publicar um livro 😀
  7. Escrever para mim é terapêutico.  
  8. A minha série de livros favorita, disparadamente, é Harry Potter: sinto muito orgulho de ser fã, de ter acompanhando os lançamentos de livros e de filmes e de ter feito muitos amigos por causa da saga;
  9. O maior livro que li foi O Senhor dos Anéis, volume único (1232!)
  10. Eu não gosto de livros de autoajuda;
  11. Eu tinha muita rejeição em relação ao livro “A Moreninha” porque, quando tinha 10 anos, minha mãe me fez lê-lo;
  12. “Tonico”, de José Rezende Filho ( coleção Vaga-lume) e “Histórias da Turma”, de Márcia Kupstas, foram os primeiros livros que li mais de uma vez na vida ( isso entre os 9,10 anos);
  13. Momentos literários com os quais chorei: a morte de Dumbledore em HP e o Enigma do Príncipe e quando a rua de Liesel é bombardeada em A Menina que roubava livros
  14. Adoro livros que misturam ficção com fatos históricos reais;
  15. Eu realmente acho que a Capitu não traiu o Bentinho rsrs;
  16. Escritores que não devem ser simplesmente lidos, mas degustados: Clarice Lispector e Guimarães Rosa. No caso deles, a pressa é mesmo inimiga da perfeição, não consigo ler nada deles se não for saboreando cada palavra;
  17. Eu queria conhecer a J.K.Rowling, sério. Tomar um café com ela, conversar, pedir dicas, trocar ideias. Gosto muito e a admiro bastante.  
  18. Adoro quando meus alunos demonstram interesse por um livro! Fico toda orgulhosa por eles!
  19. Meu poema preferido é Tabacaria, de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa;
  20. Almoço rapidinho em alguns dias dá pra eu retirar uma hora entre um trabalho e outro para eu poder ler um livro;
  21. A literatura, realmente, é uma das coisas de que eu mais adoro na vida; 
  22. Quando estou pensando em escrever algo é como se os personagens falassem comigo dentro da minha cabeça (meio louco, talvez?);
  23. Ler Drummond me acalma;
  24. Quando leio tudo à minha volta some: o que há é apenas eu e a história ali à minha frente;  
  25. Os livros são os melhores companheiros que alguém pode ter. Um bom livro te ensina, te faz viajar, te torna uma pessoa melhor ao término dele. Os melhores livros que li me fizeram ver o mundo e as pessoas de outras formas; por isso, eu, provavelmente, não viveria sem eles.

 

 

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Dicas para o ENEM – Linguagens!

ENEM

Oi, pessoal! -Estamos estreando uma nova sessão no LA, Dicas ENEM, em que sempre vou colocar coisas bacanas sobre Linguagens para quem está se preparando para o exame mais concorrido pro Brasil ( aliás,  neste ano o ENEM será nos dias 5 e 6 de novembro, hein?). A dica de hoje é sobre a escola barroca, um movimento artístico e cultural que ocorreu nos séculos XVI e XVII, e influenciou a literatura, a pintura, escultura, arquitetura e a música. Aqui no Brasil, caracteriza-se por ter sido a primeira escola que realmente tem obras de valor artístico genuinamente brasileiras, como os sermões do Padre Antônio Vieira e os poemas de Gregório de Matos. Uma dica de leitura para você entender melhor este período é o livro Boca do Inferno, de Ana Miranda, olha só:
Boca-do-inferno_ Ana MirandaBoca do Inferno é um romance que tenta mostrar uma terra marcada pela libertinagem, corrupção e luta pelo poder. Ana Miranda usa no livro diversas palavras e expressões tidas como chulas, com tom de critica à sociedade, que fazem referência a sátira de Gregório de Matos, um poeta do século XVII conhecido pelo apelido Boca do Inferno ou Boca de Brasa que fazia criticas ferrenhas a sociedade baiana da época. Ele faz parte da obra como um dos personagens. ( http://www.coladaweb.com/resumos/boca-do-inferno)

Abaixo, um infográfico que preparei para você saber o essencial sobre o Barroco:

barroco

70 Anos de Segunda Guerra Mundial

segunda guerra mundial1A Segunda Guerra Mundial encerrou-se na Europa em maio de 1945, quando as forças aliadas conseguiram derrotar o nazismo alemão. A guerra ainda prosseguiria no Pacífico, em que EUA e o Japão lutaram até os ianques conseguirem a rendição total do império japonês ao lançar duas bombas atômicas sobre o Hiroshima e Nagasaki.

A morte de Hitler e a dominação de Berlim, no entanto, são lembrados como os marcos que puseram fim à guerra mais sangrenta da História. Foram seis anos de batalhas épicas, de “sangue, suor e lágrimas”, holocausto, chacinas, resistências. Não à toa é um período farto para pesquisas e obras artísticas até hoje, tornando-se quase fonte inesgotável, pois sempre há um ângulo ainda não explorado sobre a Segunda Guerra Mundial. A magnitude dela ainda está cravada na memória da humanidade.O LA montou uma lista de livros, filmes e séries para você que curte o assunto, assim como eu, e que deseja entender o contexto do período além dos livros de História.

Livros: 

Há um tempo têm saído vários livros que abordam a temática da Segunda Guerra Mundial, e que se tornaram sucesso, aliás. Um dos livros que mais gosto e que traz a própria Morte narrando os acontecimentos ( e sendo irônica e melancólica ao dizer que naqueles tempos trabalhara demais) é o ótimo A menina que roubava livros, de Marcus Zusak.Outro livro que também aborda a visão dos acontecimentos sob o ponto de vista das crianças é O Menino do Pijama listrado, de John Boyne, que fala sobre o terrível e abominável holocausto contra os judeus. Inverno no Mundo, de Ken Follett é o segundo volume da Trilogia O Século, e traz com uma descrição absurda ações e personagens que viveram naquela época, em várias frentes de batalha. Sentimento do Mundo, de Drummond, traz poemas que são como socos diretos no rosto de uma sociedade que agonizava com uma guerra que atingiu, realmente, a todos. Apesar de tratar de uma temática tão pesada, há um livro que consegue divertir tendo o evento como pano de fundo: o hilário Nem só de Caviar Vive o Homem, de J.M.Simmel.

livros segunda guerraCongresso Internacional do Medo

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas. ( Carlos Drummond de Andrade)

Filmes: muitas obras cinematográficas têm a Segunda Guerra como tema. Daí vieram grandes clássicos da Sétima Arte, como Casablanca, ou outras obras que até tentaram, mas apesar do investimento e dos efeitos visuais incríveis não foramO-RESGATE-DO-SOLDADO-RYAN tão bem aclamados, como Pearl Harbor. Recentemente, inclusive, esse período esteve presente em filmes como Corações de Ferro e O Jogo da Imitação, além do filme brasileiro, que inclusive está em cartaz, Estrada 47, que narra a luta dos pracinhas brasileiros na Itália. Dentre os que mais gosto está O Resgate do Soldado Ryan, cuja cena incrível do Dia D ( o desembarque das tropas Aliadas na praia da Normandia) até hoje me parece fascinante. Também podem-se citar filmes como A vida é Bela ( quem não viu esse filme e não lembra do “buongiorno pricipessa”?); Bastardos Inglórios; A Lista de Schindler e O Pianista, dentre os muitos que ajudam a recontar esta parte da história mundial.

collagem de filmes segunda guerra

Séries: 

Da experiência e “do que gosto que tomaram pela coisa”, a parceria entre Steven Spielberg e Tom Hanks que arrasou em O Resgate do Soldado Ryan foram produzidas aquelas que são as séries mais lembradas quando o assunto é Segunda Guerra: Band Of Brothers e The Pacific. “Band of Brothers acompanha a história da “E” Easy Company, o 506º Regimento da 101ª Divisão Aerotransportada, desde o treinamento inicial da equipe, em 1942, até o final da 2ª Guerra Mundial. Com um papel primordial para a resolução do conflito, eles foram uma das unidades de maior sucesso na história militar americana.” (http://www.adorocinema.com/series/serie-306/). “Da equipe criativa por trás de Band of Brothers chega esta minissérie de dez horas reconstituindo os passos de três fuzileiros americanos naval, conforme eles lutam na Segunda Guerra Mundial no Pacífico.(http://www.vejoseries.com/the-pacific#ixzz3b5FlOgTG)

Eu assisti às duas e posso dizer que são incríveis! A veracidade em cada detalhe, as armas, os tanques, aviões, a própria caracterização dos personagens reais, tudo isso vale muito a pena de ser conferido. Também cito a série exibida no ano passado sobre as personalidades que se envolveram de forma fundamental nas duas grandes guerras, o drama-documentário Guerras Mundiais, produzidas pelo History Channel.

séries segunda guerra mundial

Leitura & Carnaval!

é carnaval o país do carnaval

Olá! Se você, assim como eu, aproveita o carnaval para descansar e não cair desembestadamente na folia, ler deve ser uma das coisas que você mais curte nesta época, né?

Estava aqui pensando em histórias da nossa literatura que tivessem como o tema o carnaval, e olha, encontrei umas bem interessantes!

De longe, o autor que mais deu destaque à festa mais popular do país foi Jorge Amado. Seu primeiro livro se chama O País do Carnaval, em que um brasileiro, após muito tempo morando no exterior, dá de cara com todo o jeito nosso de ser e não, isso não é um elogio. Há muito de crítica sobre o que a gente também pode entender com “tudo nesse país vira carnaval”. Jorge sempre destaca a festividade em seus outros livros, mas uma vez que considero marcante acontece em Dona Flor e seus dois maridos, em que, bem no início da história, o irreverente Vadinho morre vestido de baiana em plena folia. O escritor, muito conhecido como romancista, escreveu poucos contos, mas um dos melhores deles é justamente um que traz o carnaval como temática: História de Carnaval, em que a protagonista precisa escolher entre acatar o ciúme do namorado ou se divertir livremente na festa de blocos.

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“Vadinho o primeiro marido de dona flor, morreu num domingo de carnaval, quando, fantasiado de baiana, sambava num bloco, na maior animação, no Largo Dois de Julho, não longe de sua casa.”

Continuando a minha pesquisa, encontrei outros contos muito legais sobre o mesmo tema, e se você quiser lê-los, vou deixar link! Um deles, o mais “sobrenatural”, é O bebê de tartalatana Rosa, de João do Rio. Um homem conta a seus

amigos uma aventura de carnaval que é particularmente sinistra   (http://www.gargantadaserpente.com/coral/contos/jr_bebe.shtml). De Aníbal Machado, o conto A morte da porta-estandarte traz uma rica descrição do carnaval carioca de outros tempos, e no qual  o ciúme falou mais alto que a festa. ( http://manoelneves.com/2009/06/19/a-morte-da-porta-estandarte-de-anibal-machado/#.VN-qc_nF9id). A perda restos decontrastando com tudo o que o Carnaval representa também aparece nos contos Restos de Carnaval, em que uma pequena Clarice Lispector desde cedo já sabe que a alegria não dura para sempre, ou pode ser interrompida a qualquer instante ( http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-2/restos-carnaval-clarice-lispector-634375.shtml), e no conto Antes do Baile Verde, de Lygia Fagundes Telles, em que a morte de alguém querido e a expectativa pelo baile de carnaval ocupam o mesmo momento ( http://manoelneves.com/2009/05/12/antes-do-baile-verde-lygia-fagundes-telles/#.VN-vOfnF9id).

antes_baileverde

Ah, e, atendendo ao chamado da minha querida Nati Hennemann, do blog Redemunhando ( https://redemunhando.wordpress.com/), vou participar de uma maratona literária, e já escolhi um livro para começar, a leitura de um conto e de um quadrinho, e o resultado eu divulgarei na quarta-feira de cinzas!

Boa festa, animação e zoeira para quem gosta, responsabilidade aí para nada sair errado e bom descanso para quem só quer ficar de boa!

Volta às aulas! Vamos falar de Literatura?

garota lendo1 Oi, gente! Hoje pretendo fazer um post um pouco diferente. Não é tag, não é resenha sobre livros, mas é meio que uma grande dica, principalmente para quem ainda está na escola. Como vocês sabem, sou professora de Português, mas beeeem antes disso já era uma admiradora de literatura, e sempre li os “clássicos” junto com qualquer outra leitura que caísse na frente. Se você ainda não teve contato com as obras que geralmente são  muito requeridas na escola, vestibulares e ENEM’s da vida, eu montei uma pequena lista com algumas obras brasileiras que são legais, interessantes, instigantes e que te ajudarão a entender um pouco das escolas literárias em que estão inseridas. Boca-do-inferno_ Ana Miranda Barroco: este é considerado o primeiro estilo literário genuinamente brasileiro, cujo maior nome foi o do poeta Gregório de Matos, que, entre outras coisas, retratava os mandos e desmandos na Bahia (então capital da Colônia). Ana Miranda, uma escritora dos dias atuais, criou o livro Boca do Inferno  ( o apelido que Gregório ganhou por falar das coisas e das pessoas de forma bem ferina), que tem o poeta e outras personalidades daquela época conhecidas vivendo um caso de suspense na Bahia do século XVI. marília de dirceuArcadismo: movimento literário que ganhou os poetas mineiros no século XVII, baseado nos ideias greco-latinos, tem em suas maiores expressões os poemas líricos e belos criados por Tomás Antônio Gonzaga, que, sob o pseudônimo de Dirceu, escrevia para sua amada musa Marília.

A Moreninha

Romantismo: esta escola teve muita repercussão no nosso país, e a adaptamos aos nossos costumes e particularidades. O primeiro romance brasileiro, aquele que realmente fez sucesso, foi A Moreninha, de dias e dias ana mirandaJoaquim Manuel de Macedo. A história é divertida e adolescente (eu costumo brincar com meus alunos que era a “Malhação” dos século XIX rsrs). Mas, dos romancistas brasileiros desta escola, não há como negar que José de Alencar foi o maior: eu adoro Cinco Minutos e A Viuvinha, Iracema e Senhora. Nossa poesia romântica também foi muito prolífica; um livro sobre um dos maiores poetas dessa época é Dias e Dias, em que outra vez a escritora Ana Miranda romanceia a vida de um poeta – dessa vez, Gonçalves Dias. collagem obras alencarinas Realismo: a escola que se opõe em tudo ao Romantismo surgiu com força no Brasil com o lançamento de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Este é um dos livros que mais li na vida, e eu ainda me surpreendo deliciosamente com a história do morto que nos conta sua vida com toda a acidez e a liberdade que o fato de não estar mais ente os vivos pode lhe permitir. Sério, Memórias é indispensável, aliás, tudo do Machado de Assis é ( e quem acompanha este blog sabe como sou fã dele). Outro livro realista que também é machadiano e que inclusive tem resenha aqui no LA é Dom Casmurro (leia, é bom demais)! Memorias-postumas-Martin Naturalismo: a literatura impregnada de cientificismo e de relatos crus pode espantar alguns, mas, mesmo tendo que seguir certos conceitos, Aluísio Azevedo criou um clássico da literatura nacional, O Cortiço, que é o mais completo romance naturalista que nós temos. o-cortico Modernismo: aqui no Brasil, o Modernismo possuiu três fases em que brilharam alguns  dos autores mais conhecidos e lidos da nossa literatura. Da 1ª fase, um dos poetas mais  queridos foi Manuel Bandeira; uma boa dica é ler sua antologia, que reúne poemas das várias  formas em que ele escreveu. Já da 2ª fase, sempre é bom indicar a leitura de Vidas Secas, de  Graciliano Ramos. De Jorge Amado, indico Terras do Sem Fim ( muitos críticos dizem ser o  melhor livro dele) e Capitães da Areia. De Erico Veríssimo adoraria que lessem Olhai os  lírios do campo ( um livro para se ler e levar para a vida), além de O Tempo e o Vento, é  claro. Não posso deixar de citar Carlos Drummond De Andrade. Da mesma forma que o Bandeira, seria bom ler uma antologia dele, para conhecer um pouco de cada fase da lírica drummoniana. Na 3ª fase, a leitura de Guimarães Rosa é indispensável, assim como de Clarice Lispector. Além dos inúmeros contos que eles escreveram, dele indico Grande Sertão: Veredas, que é uma obra que instiga muito, não é “rápida”, mas se torna uma experiência riquíssima. De Clarice, A Hora da Estrela é incrível e  já é indicado a partir do 9º Ano. Também creio que a leitura de obras de Lygia Fagundes Telles, como o ótimo As Meninas também merece destaque. livros modernistas Enfim, como disse no início: estas são dicas, indicações de alguém que gosta de ler, ensina literatura e que tem certa experiência no assunto. Todo livro, acima de análises, tem que ser lido pelo prazer. Se você resiste a ler estes clássicos que a escola sempre passa, quem sabe se não der uma chance a eles vai descobrir o quanto podem ser incríveis e marcar a sua vida?!