Filmes: um apanhado do que assisti nos últimos tempos

Olá! Assistir a mais filmes era uma das minhas metas para este ano. Estou me esforçando mais para isso, porque eu realmente não fico horas em frente a uma tela com frequência, mas com certeza já vi mais coisa de janeiro de 2016 para cá que em todo o ano passado! Lembrando que eu não sou nadinha especialista no assunto, mas gosto bastante de aprender sobre ele, seja vendo os filmes em si, conversando com amigos sobre eles ( especialmente com meu amigo John Morais que adora a 7ª Arte), lendo em livros, sites ou revistas e também acompanhando alguns canais ( o meu favorito é o Meus 2 centavos, aqui o link: https://www.youtube.com/watch?v=rhobQV6IEdU). Então, vamos lá:

Philadelphia ( 1993): Tom Hanks no papel que lhe rendeu seu primeiro Oscar, o do advogado
Philadelphia_1993Andrew Beckett,  que tem HIV em uma época em que havia um preconceito e desinformações tremendos acerca da AIDS. Ele é demitido do seu emprego em um prestigiado escritório de advocacia injustamente pelos chefes por causa da doença, e contrata um polêmico advogado, Joe Miller (Denzel Washington), para defendê-lo no processo que move contra o seu antigo emprego. Acontece que Joe é homofóbico e também não sabe muita coisa sobre a condição de vida de um portador de HIV, mas a batalha de Andrew o comove e ele aceita o caso. Sabe daqueles filmões que te deixam fungando no final? Pois é. Filme muito bom, com atuações impecáveis de Tom Hanks e Denzel Washington, um clássico do gênero drama. Há uma cena, em particular, de Andrew já com visíveis sintomas causados pela AIDS, olhando desconsolado para o céu… é uma cena curta, mas há tanta dor nos olhos do personagem que é impossível não se emocionar junto. O filme, ainda por cima, tem uma das trilhas mais lembradas do cinema, graças à icônica canção ( que eu adoro) Streets of Philadelphia, de Bruce Springsteen.

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Um dos meus atores favoritos! Tom Hanks ❤

 

A incrível história de Adeline ( 2015) estava dando bobeira no Netflix e eu pensei, ué, por que não? Parece legal. E, para quem gosta de romance, de uma história sem muitas pretensões, este filme cai como uma luva. Blake Lively, belíssima, faz a personagem do título: Adeline quase morre aos 29 anos, isso no final da década de 1930. Reanimada graças a um raio, ela permanece com a mesma aparência até os dias atuais ( o filme dá uma explicação sobre o ocorrido, que faz sentido dentro da história). Daí, a fábula do tempo sendo driblado e do amor correndo riscos por causa disso dá um tom. Filme bem bacana e doce!

Simplesmente Acontece ( 2014): outro disponível no Netflix, que é baseado em um livro, traz a história de Alex ( Sam Claflin) e  Rosie (Lily Collins), que são amigos desde crianças e, quando jovens, sentem algo um pelo outro, porém circunstâncias do destino os levam sempre em direções opostas um ao outro. Na realidade, o filme tem uma bela fotografia, mas eu não comprei muito a história: eles praticamente não mudaram nada fisicamente ( o filme tem uma considerável passagem de tempo); Lily Collins não me convenceu como uma mulher com filha pré-adolescente! E depois, as coisas que os separam não são tão insuperáveis assim, enfim… bonito esteticamente, mas eu me peguei várias vezes verificando se estava perto de acabar.

Regression ( 2015): suspense que prometia muito, pois tem no elenco a amada Emma Watson e o competente Ethan Hawke ( responsável pelas melhores partes do filme). Detalhe é que no elenco também está David Thewlis ( ou seja, Hermione e prof. Lupin no mesmo filme haha). A trama se passa em 1990, quando supostos ataques de grupos satânicos estão pipocando nos EUA. Um homem foi preso por abusar de sua filha (Emma), fato que será investigado por Bruce Kenner ( Hawke). As investigações o levam a rumos inesperados das seitas que parecem ser capazes de atrocidades, mas o pai da garota simplesmente não consegue lembrar de nada do que ocorreu. O filme promete muito, dá muitas voltas, você fica esperando o momento em que ele vai engrenar, mas… pois é. Decepciona no fim porque parece que falta alguma coisa ali que realmente ligue os pontos, que faça sentido; no entanto, o enredo cai num vazio.

Perdido em Marte ( 2015): esse aqui foi muito legal de ver! Conta como a missão da qual o astronauta Mark Watney (Matt Damon) fazia parte, para o planeta marciano, sofreu um problema e seus colegas, julgando que ele estava morto, o deixaram para trás. Daí, Mark precisa se virar em um planeta inóspito, quase que, literalmente, tirando água de pedra. Mas, o que poderia dar um bom drama de superação, na verdade dá um filme com astral pra cima, que não desanima. Gostei!

Batman v. Superman ( 2016): sim, fui ao cinema conferir a investida da DC Comics de consolidar as sagas de seus heróis na telona. Não conheço HQ’s com grande profundidade, mas gosto bastante do universo, no geral. Porém, todos os meus heróis preferidos são da Marvel, de forma que meu principal atrativo para este filme era ver o Ben Affleck de quem eu sou fã há muitos anos rsrs. Na trama, Batman (Affleck) e Superman (Henry Cavill) entram em conflito devido as ações que ambos têm para solucionar conflitos. Então também tem Lex Lutor ( Jesse Eisenberg) jogando lenha e criptonita na fogueira, Mulher-Maravilha ( Gal Gadot) aparecendo para salvar a pele dos dois heróis… mas parece que o filme mostra informações demais de forma desordenada, algumas partes, como os sonhos do Batman, são meio aleatórios. Parece uma ânsia mal contida da DC de adiantar logo a Liga da Justiça. Mas, no geral, como entretenimento, é bem legal.

O Quarto de Jack (2015):   Que filme MASSA!  Filme que deu o Oscar deste ano de melhor atriz à Brie Larson, O Quarto de Jack é tocante, melancólico, doído, mas rouba seu coração na hora com a interpretação memorável de Jacob Tremblay, que vive o garotinho Jack. Criado em cativeiro, onde sua mãe, Joy (Brie) é mantida como refém, para o garotinho o mundo se limita àquele quarto e ele não tem noção de como é do lado de fora. Com interpretações seguras, você sente os personagens passando por conflitos e não tem como não se apegar. Muito bom!

 

 

 

 

 

FILMES VISTOS EM JANEIRO! ( E uma série nova também)

Olá!

Uma das promessas que fiz a mim mesma neste ano foi: preciso ver mais filmes. Muita coisa boa é lançada, ou existe há anos, e eu quase nunca assisto, pelos mais variados motivos. Mas isso mudou!, hehe. Em janeiro vi filmes muito bons, de épocas e temáticas variadas, e também comecei a ver uma série nova. Portanto, vamos lá comentar sobre eles. Lembrando duas coisas importantes:

  • Não chegam a ser resenhas dos filmes, pois há alguns aspectos relativos ao cinema que eu não domino. São impressões minhas, ideias, opiniões.
  • Eu tenho um gosto variado, mas eu não perco meu tempo para ver um filme que não me acrescente em nada. Portanto, coisas como Transformers ou Velozes e Furiosos simplesmente não têm vez comigo.

Quanto mais quente melhor ( 1959) :

Um filme muito, muito divertido, que tem um elenco maravilhoso com o timing perfeito para a comédia ( Marilyn Monroe, Tony Curtis, Jack Lemmon)e dirigido por Billy Wilder. Dois amigos músicos assistem sem querer a um assassinato e passam a ser perseguidos pela máfia. Sem saída, acabam se disfarçando de mulheres e entram para uma banda feminina, em que conhecem Sugar (Marilyn Monroe). Um deles se apaixona por ela e decide se passar por milionário, enquanto um ricaço de verdade se apaixona pelo outro. É muito legal ver como a comédia é irônica, cheia de diálogos irresistíveis e que permanecem saborosos até hoje!

Um senhor estagiário (2015):

Sabe aquele tipo de filme que não era bem o que você estava procurando para assistir, mas começa e de repente, já está achando tudo tão delicinha que ficou satisfeita no final? Pois é. Dirigido por Michael Lange, traz Ben ( Robert de Niro), um senhor viúvo, aposentado, que está entediado com a rotina até que aceita participar de um programa para estagiários em uma empresa de e-commerce comandada por Jules ( Anne Hathaway). Há o conflito de gerações entre eles, e acho que muitas mulheres podem se identificar com Jules: ela é jovem, independente, mas às vezes, cuidar de uma empresa, da família e de todas a outras coisas podem ser enlouquecedoras, e Ben vai ajudar a chefe a ser mais centrada, além de dar aquele ombro amigo de que todos precisamos de vez em quando! Gostei muito desse filme!

P.S:. Quando ela o ensina a fazer um facebook, adorei essa cena rsrs ❤

Whiplash ( 2014)

O subtítulo que ganhou aqui no Brasil caiu como uma luva: em busca da perfeição. O filme mostra de forma perturbadora a dedicação paranoica de Andrew Neyman ( Miles Teller) para se tornar uma nova lenda do jazz. Baterista, ele entra para uma renomada escola de música e tem seus limites testados drasticamente por um professor genial e doentio ao mesmo tempo, Terence Fletcher ( J.K.Simmons, irretocável). Tudo o que Andrew faz é com a finalidade de se superar e mostrar que é capaz, e nem o que sente por Nicole ( vivida por Melissa Benoist, a Marley do Glee e atual Supergirl da série homônima) refreia sua ambição quase fanática de se tornar um grande nome do jazz. Um filme que te envolve, arranca diferentes emoções de você e que tem uma trilha sonora incrível.

E você achando que o J. K. Simmons era estressado com o Peter Parker…

Festim Diabólico ( 1948)

 

Uma pérola da filmografia de Alfred Hitchcock, é o tipo de obra que te faz refletir sobre ética, moral e que permanece atual e afiadíssimo. Eu tomei conhecimento dele justamente através da apostila de filosofia de uma aluno meu; lá, a trama do filme era tomada como exemplo sobre os embates éticos que podem surgir dentro da sociedade. Este é o cerne da sua trama: será que alguns são superiores e estão acima de certas convenções? Será que outros são mais “simplórios” e suas vidas não farão falta? Uma curiosidade sobre ele é que foi gravado em plano-sequência: a ação se dá toda durante uma pequena festa na casa dos protagonistas, e a naturalidade com que os atores andam em cena pelo apartamento fictício dá a impressão de que você está assistindo a tudo em tempo real. A inteligência da história, dos diálogos, a megalomania e o pânico dos rapazes que vivem juntos ( uma situação que hoje vemos como claramente eles eram gays) e o assassinato que aos poucos é revelado ao professor de filosofia que eles queria impressionar tornou este um dos filmes mais fascinantes que eu já vi.

Kingsman ( 2015)

A premissa desse filme é usar o mais do mesmo para fazer uma história divertida e que traz uma variante do estilo “filme de espiões”, cuja maior referência de todas são os filmes de James Bond. Está tudo lá, a agência secreta e armas mirabolantes, agentes charmosos e bem treinados, um vilão caricato que quer dominar o mundo… mas a estética que flutua entre o vintage e o contemporâneo deixa a história que envolve Gary “Eggsy” Unwin ( Taron Egerton) e o agente Galahad ( Colin Firth) com gosto de coisa nova. A trilha sonora é maravilhosa ( o que é o início do filme começando com uma ação da agência Kingsman ao som de Dire Straits?!) e o filme, realmente, diverte. Aliás, vem sequência por aí!

Billy Elliot ( 2000)

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Eu já havia assistido a esse filme há muitos anos, acho que na primeira vez que passou na TV aqui no Brasil ( se eu não me engano, numa Tela Quente dessas aí da vida). Um dia desses, estava em casa, zapeando canais, e vi que ele estava passando no TCM. Comecei a ver e, quando percebi, quase duas horas tinham passado! A história é fascinante: em 1984, numa cidadezinha do interior da Inglaterra, Billy ( Jamie Bell) é levado pelo pai a treinar boxe, mas por acaso conhece as aulas de balé e se apaixona pela dança. O contexto da greve dos mineiros da qual o pai e o irmão mais velho do garoto participam dessa vez em que assisti ficou muito mais claro para mim ( e dessa vez, pude apreciar toda a sequência vertiginosa da perseguição ao irmão dele que fugia da polícia pulando os muros e billy-elliot-ne9tinvadindo as casas do bairro ao som da legendária London Calling, da banda The Clash.) Tudo faz você se sentir como um grande torcedor do Billy, seja para vencer os desafios para se tornar um grande bailarino, seja para vencer o preconceito. Um dos melhores filmes da última década!

Série de janeiro: 

 

Sabe quando você se organiza e calcula quanto tempo vai precisar para completar a temporada das séries de que você gosta, mas tudo vai abaixo porque você descobre outra série maravilhosa e acaba se viciando? Pois, já no primeiro episódio fiquei muito vidrada em Mr. Robot. A série bombou nas últimas premiações e de tanto ver o nome de Rami Maleck indicado, principalmente, fiquei curiosa para ver uma produção que muita gente elogiou. Eu já conhecia a atuação de Rami por causa de The Pacific, mas aqui ele está

Esse visual do Elliot  já deve ser um clássico do mundo das séries rs

incrível passando todas as nuances da mente atormentada do hacker Elliot Alderson, que conversa com um alter ego, hackeia pessoas compulsivamente, não consegue ter muitas relações pessoais e que se envolve em uma trama de violência, crimes, mortes, disputa por dinheiro e muita treta . Enfim, essa crítica que li no G1, de Claudia Croitor, ( link para ela: http://g1.globo.com/pop-arte/blog/legendado/post/mr-robot-candidata-melhor-serie-do-ano.html) tirou as palavras da minha boca:

Parece série muito nerd, e é, mas os caras capricharam tanto, em tudo – é bem escrita, bem dirigida, aquelas coisas todas que nos deixam tão felizes com uma série boa. Fora que Rami Malek, que vive Elliot, é incrível, com seu capuz e seus olhos esbugalhados. E a série é muito esperta, consegue falar desse universo hacker sem soar fake ou bocó. E, mais importante, a história é ótima e os personagens são demais – Elliot, o chefe dele, sua colega de trabalho, sua fornecedora de drogas, a turminha esquisita dos hackers, especialmente o misterioso Mr. Robot (vivido, veja você, por Christian Slater), o executivo meio “psicopata americano” com sua esposa nórdica top model…
O primeiro episódio é um dos melhores primeiros episódios que eu vejo em muito tempo – tanto que por causa dele a série ganhou uma segunda temporada antes mesmo de estrear nos EUA. E os episódios seguintes seguram a expectativa do primeiro: a história evolui lindamente, a gente vai descobrindo que nada é muito o que parece ser, ou é. Chega tipo no oitavo e sua cabeça tá explodindo, no bom sentido.
Não vou falar muito mais não para não ficar dando spoilers involuntários, mas se eu fosse você eu ia atrás agora.

70 Anos de Segunda Guerra Mundial

segunda guerra mundial1A Segunda Guerra Mundial encerrou-se na Europa em maio de 1945, quando as forças aliadas conseguiram derrotar o nazismo alemão. A guerra ainda prosseguiria no Pacífico, em que EUA e o Japão lutaram até os ianques conseguirem a rendição total do império japonês ao lançar duas bombas atômicas sobre o Hiroshima e Nagasaki.

A morte de Hitler e a dominação de Berlim, no entanto, são lembrados como os marcos que puseram fim à guerra mais sangrenta da História. Foram seis anos de batalhas épicas, de “sangue, suor e lágrimas”, holocausto, chacinas, resistências. Não à toa é um período farto para pesquisas e obras artísticas até hoje, tornando-se quase fonte inesgotável, pois sempre há um ângulo ainda não explorado sobre a Segunda Guerra Mundial. A magnitude dela ainda está cravada na memória da humanidade.O LA montou uma lista de livros, filmes e séries para você que curte o assunto, assim como eu, e que deseja entender o contexto do período além dos livros de História.

Livros: 

Há um tempo têm saído vários livros que abordam a temática da Segunda Guerra Mundial, e que se tornaram sucesso, aliás. Um dos livros que mais gosto e que traz a própria Morte narrando os acontecimentos ( e sendo irônica e melancólica ao dizer que naqueles tempos trabalhara demais) é o ótimo A menina que roubava livros, de Marcus Zusak.Outro livro que também aborda a visão dos acontecimentos sob o ponto de vista das crianças é O Menino do Pijama listrado, de John Boyne, que fala sobre o terrível e abominável holocausto contra os judeus. Inverno no Mundo, de Ken Follett é o segundo volume da Trilogia O Século, e traz com uma descrição absurda ações e personagens que viveram naquela época, em várias frentes de batalha. Sentimento do Mundo, de Drummond, traz poemas que são como socos diretos no rosto de uma sociedade que agonizava com uma guerra que atingiu, realmente, a todos. Apesar de tratar de uma temática tão pesada, há um livro que consegue divertir tendo o evento como pano de fundo: o hilário Nem só de Caviar Vive o Homem, de J.M.Simmel.

livros segunda guerraCongresso Internacional do Medo

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas. ( Carlos Drummond de Andrade)

Filmes: muitas obras cinematográficas têm a Segunda Guerra como tema. Daí vieram grandes clássicos da Sétima Arte, como Casablanca, ou outras obras que até tentaram, mas apesar do investimento e dos efeitos visuais incríveis não foramO-RESGATE-DO-SOLDADO-RYAN tão bem aclamados, como Pearl Harbor. Recentemente, inclusive, esse período esteve presente em filmes como Corações de Ferro e O Jogo da Imitação, além do filme brasileiro, que inclusive está em cartaz, Estrada 47, que narra a luta dos pracinhas brasileiros na Itália. Dentre os que mais gosto está O Resgate do Soldado Ryan, cuja cena incrível do Dia D ( o desembarque das tropas Aliadas na praia da Normandia) até hoje me parece fascinante. Também podem-se citar filmes como A vida é Bela ( quem não viu esse filme e não lembra do “buongiorno pricipessa”?); Bastardos Inglórios; A Lista de Schindler e O Pianista, dentre os muitos que ajudam a recontar esta parte da história mundial.

collagem de filmes segunda guerra

Séries: 

Da experiência e “do que gosto que tomaram pela coisa”, a parceria entre Steven Spielberg e Tom Hanks que arrasou em O Resgate do Soldado Ryan foram produzidas aquelas que são as séries mais lembradas quando o assunto é Segunda Guerra: Band Of Brothers e The Pacific. “Band of Brothers acompanha a história da “E” Easy Company, o 506º Regimento da 101ª Divisão Aerotransportada, desde o treinamento inicial da equipe, em 1942, até o final da 2ª Guerra Mundial. Com um papel primordial para a resolução do conflito, eles foram uma das unidades de maior sucesso na história militar americana.” (http://www.adorocinema.com/series/serie-306/). “Da equipe criativa por trás de Band of Brothers chega esta minissérie de dez horas reconstituindo os passos de três fuzileiros americanos naval, conforme eles lutam na Segunda Guerra Mundial no Pacífico.(http://www.vejoseries.com/the-pacific#ixzz3b5FlOgTG)

Eu assisti às duas e posso dizer que são incríveis! A veracidade em cada detalhe, as armas, os tanques, aviões, a própria caracterização dos personagens reais, tudo isso vale muito a pena de ser conferido. Também cito a série exibida no ano passado sobre as personalidades que se envolveram de forma fundamental nas duas grandes guerras, o drama-documentário Guerras Mundiais, produzidas pelo History Channel.

séries segunda guerra mundial

TAG Sessão da Tarde

tag sessaõ da tardeYAY!

Primeira tag que criei na vida, veio da ideia de juntar duas coisas que amo: filmes clássicos da Sessão da Tarde ( nasci nos anos 80 e cresci nos 90, gente huahuahaua) com livros, claro. Não sei se vocês vão curtir, mas acho que irão pelo menos relembrar de algum desses filmes que fazem parte do imaginário popular. Vamos?

                                                                               Tag: Sessão da Tarde

 – Curtindo a Vida Adoidado

Um livro que te ensinou a ver a vida com mais leveza: Ainda Resta Uma Esperança, de J.M.Simmel. Recomendo demais, apesar de achar que os livros dele nem serem mais editados. Conta como um grupo de pessoas, após sofrerem os mais diversos problemas durante a Segunda Guerra Mundial, e superdiferentes entre si, acaba se unindo e encontrando forças para reerguerem-se. Apesar da atmosfera tensa, o livro traz momentos hilários e ensinamentos que trouxe para a vida.

   ritmo quenteRitmo Quente

Um romance com momentos hot: Mentiras Genuínas, de Nora Roberts, creio que o livro mais intenso dela que já li!

Mentiras Genuínas

  de-volta-para-o-futuro-1                    De Volta para o Futuro

 Um livro que traz uma narrativa em uma época passada: gosto muito de livros “de época”, como a Trilogia O Século, do Ken Follet.

Trilogia O Século

 os caça fantasmasOs Caça-Fantasmas

Uma história que conte com elementos sobrenaturais: Lugar Nenhum, mas poderia citar qualquer um do mestre Neil Gaiman!

LUGAR_NENHUM_

a lagoa azulA lagoa azul

Uma história que se passe em um lugar diferente, exótico: O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway, que se passa toda quase que praticamente no meio do oceano.

Editora Bertrand Brasil 81ª edição 124 págs
Editora Bertrand Brasil
81ª edição
124 págs

Conta comigoConta Comigo

Uma história de amizade: Ponte para Terabítia. Uma menina imaginativa e um menino acostumado a ter que soterrar sua criatividade que desenvolvem uma história de amizade e amor pura e baseada em um mundo particular. Choro com o filme e o livro até hoje…

ponte-para-terabitia-katherine-paterson

goonies posterOs Goonies

Um livro que fala sobre uma grande aventura: As Minas do Rei Salomão, de Henry Rider Haggard, que inclusive gerou um filme que também foi repetido trocentas vezes na Sessão da Tarde. Era o tipo de leitura saborosa que eu adorava quando estava entre o fim da infância e o início da adolescência.

as minas do rei salomão

my-girlMeu Primeiro Amor

Uma história que fala sobre o primeiro amor: A menina que roubava livros! Quem leu e não se comove com a história de um amor nascido da mais pura amizade entre Liesel e o menino dos cabelos cor de limão, Rudy?

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Karate Kid

Um livro que te deu uma lição de superação: A Mais Pura Verdade, em que um menino, mesmo doente, resolve desafiar a todos e escalar uma montanha antes que seja tarde demais.

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Garota Exemplar

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Garota Exemplar é o tipo de livro que te envolve aos poucos. No início, parece uma história apenas interessante, para depois se tornar também viciante. Não dá para largar, e eu juro que, com mais de mais de 400 páginas, com uma linguagem que não é rasa e com uma análise psicológica complexa, eu consegui terminar em menos de uma semana, mesmo em meio a um dia a dia corrido.

O livro se divide em três partes e a trama vai se revelando em camadas. Na primeira parte, acompanhamos, de forma garota exintercalada, as versões de Nick Dunne, o marido cuja esposa sumiu sem explicação no quinto aniversário de casamento, e de Amy, através de anotações do seu diário. Enquanto as palavras de Nick vão delineando o presente, as palavras de Amy vão nos contando o passado. Como se conheceram em Nova York, ele, jornalista, ela, formada em psicologia e elaboradora de testes para revistas. Há outro fato muito importante sobre ela: os pais se inspiraram nela para criar uma coleção de livros famosos por décadas, Amy Exemplar, o que traz certas consequências à personalidade da Amy “real”.

Garota Exemplar 02O retrato dos Dunne nos primeiros anos é daquele casal jovem, lindo, especial, disposto a sempre dar o melhor para a relação dar certo. Já nos dias atuais, a vida do casal era bem diferente. Estavam distantes um do outro, lidaram com desemprego, percas financeiras e tiveram que se mudar de NY para a terra natal de Nick, a cidadezinha de Carthage, no Missouri, para que eles pudessem cuidar da mãe doente dele.

O jogo de intercalar os pontos de vista dos protagonistas em épocas diferentes é incrível, porque, mesmo sem querer, o leitor cai na rede de tramas que é armada (e você só vai entender como caiu nesta rede ao iniciar a segunda parte do livro). A linguagem de Gillian Flynn é descritiva, mas sem ser chata; irônica, provocativa, com palavrões aparecendo sem pudores e cheia de diálogos reais. Aliás, o bom de Garota Exemplar é que é uma história que entretém e te faz refletir sobre a mídia e a sociedade em que vivemos, além, claro, do ponto que todos mais falam em relação a este livro: sua capacidade em dissecar as peculiaridades, as coisas boas, as ruins, as mesquinhezas de um relacionamento.                                                                                        garota-exemplar-destaque2

Claro que Garota Exemplar é um suspense que leva o quesito “surpreenda-me” que deve existir dentro de um casamento às últimas consequências, mas, mesmo quem nunca se casou (como é o meu caso) já se pegou nas situações representadas no livro. A sensação de que o amor está se esvaindo aos poucos, de que talvez você não conheça tanto assim a pessoa com quem divide sua vida e de que viver a dois requer mais esforço do que qualquer outra coisa aparecem de forma crua e verdadeira.

À medida que Nick segue as pistas da tradicional caça ao tesouro que ela sempre elabora nos aniversários de casamentos, vai se tornando de marido desesperado pela volta da esposa a potencial assassino dela. E é engraçado ver a falta de tato dele, aliado ao jeito comum, brilhantemente comum e cheio de arestas que a autora soube criar tão bem. Quanto à Amy, não dá para falar muito da personagem sem dar spoiler, mas dá para adiantar para quem ainda não leu a obra: a mulher é uma danada! Brilhante, disciplinada, detalhista e capaz de levar qualquer um ao ponto que ela queira.

Garota exemplar TIE IN portugues - capa FECHAMENTO.inddNo final, vemos que estar numa relação, não importa qual, não é fácil. O filme é ótimo também. Segue a mesma trama, com poucas diferenças em relação ao livro, atores escolhidos sob medida para os personagens ( e sou suspeita para falar, mas Ben Affleck, de quem sempre fui fã, foi a escolhida perfeita para ser o Nick). O grande trunfo para ninguém chiar quanto à adaptação é porque a roteirista dele é a própria Gillian Flynn, sendo que a direção cabe ao David Fincher, diretor de filmes como O Curioso Caso de Benjamin Button, Zodíaco, Clube da Luta e A Rede Social. Quando acabei de assisti-lo, o que me passou pela cabeça, além de que o filme foi muito bem feito, é a de que tanto a literatura atual como o cinema precisam de mais histórias bem arquitetadas como Garota Exemplar.



É uma época muito difícil para ser uma pessoa, apenas uma pessoa real, de verdade, em vez de uma coleção de traços de personalidade escolhidos de uma interminável máquina automática de personagens. E se todos nós estamos atuando, não pode existir algo como uma alma gêmea, porque não temos almas genuínas.

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