Olimpíadas Book Tag

Oi, gente!

Pensando no clima que toma conta do nosso país, em que neste mês sediamos o evento esportivo mais importante do mundo, vou fazer aqui no LA esta tag que achei supercriativa e vi no blog Meu Amor pelos Livros ( https://www.youtube.com/watch?v=i257ygpG4gA). 

Cerimônia de abertura: o primeiro livro que você leu

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Acho que o livro que me abriu o mundo da leitura foi Na terra das onças, de Lúcia Pimentel Góes. Eu tinha 9 anos e o achei em meio às coisas da minha mãe, que ensinava crianças naquela época; lembro, inclusive, que eu escrevi minha primeira história baseando-me nesse livrinho!

País sede ( Brasil): seu livro de literatura nacional favorito

 

Ah, gente,  a literatura brasileira é até meu instrumento de trabalho, né ( para que não sabe, sou professora de gramática, literatura e redação). Não tenho um só preferido, mas vou citar um aqui que eu li umas três vezes e adoro: Ana Terra, que faz parte da saga O Tempo e o vento, de Erico Veríssimo.

Seleção Masculina: seu personagem masculino favorito

Vou ser bem clichezona, mas eu adoro o Mr. Darcy, de Orgulho e Preconceito. Acho que ele não é um cara de personalidade previsível, ele possui camadas interessantes que valeram a pena de serem descobertas.

Seleção Feminina: sua personagem feminina favorita

Hermione Granger! Há outras de quem eu gosto demais, como a Luna Lovegood ( também de Harry Potter), a própria Ana Terra que citei, mas a Mione ganha porque eu me identifiquei com ela logo de cara, com sua dedicação e nerdice escolar ( eu era a Hermione da minha turma), sua lealdade aos amigos, algumas atitudes racionais e protetoras que ela tem eu também teria… por isso, ela é muito significativa para mim.

Delegação Estrangeira: seu livro favorito de literatura internacional

Inverno do Mundo

Bom, vou citar um só livro dentre tantos que eu adoro ( aliás, eu não separo livro entre estas categorias de nacional e internacional, se eu curti não importa se ele tem um conteúdo que se passe no sertão nordestino, nas estepes russas ou em Nova York). Gosto muito de Inverno no Mundo, do Ken Follett. A trama ocorre em meio à Segunda Guerra Mundial, com foco variando entre a Europa  e o EUA.

Maratona: um livro por causa de um desafio literário

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Bom, eu procuro NÃO participar de maratonas ou coisas assim porque eu conheço meu ritmo, mas todo mês de outubro leio histórias com temática dark porque é o mês do terror, então, vou citar um livro que me hipnotizou ano passado: O Iluminado, de Stephen King.

Medalha de ouro: um livro que foi excepcional:

O Vermelho e o Negro, de Stendhal. Sério, que livro fabuloso! Um clássico perfeito, que fala sobre imprudência, arrogância, vontade de poder e ainda consegue ser deliciosamente divertido. Adorei!

Medalha de prata: um livro que foi quase excepcional:

 

 

 

Como eu era antes de você, da Jojo Moyes. A história é inesquecível, os personagens são ótimos, mas têm alguns momentos da narrativa em que eu acho que ela poderia ser mais objetiva.

Medalha de bronze: um livro que merece ser lembrado

 

O cão dos Baskerville, de Arthur Conan Doyle. Li este livro com uma aluna para quem dava aula particular e lembro que, apesar de ser uma história bem clássica de Sherlock Holmes, nós ainda levamos alguns sustos.

Tocha olímpica: um livro que fez seus olhos ficarem ardendo

Ah, quase todos os livros aos quais eu me apego me dão essa voracidade de ler até sentir a vista doer. Porém, acho que nenhum bateu o recorde de Harry Potter e a Câmara Secreta: nas duas vezes que o li, levei apenas um sábado e um domingo!

Cerimônia de encerramento: um livro que você está lendo no momento

Atualmente, Reparação, de Ian McEwan, que, aliás, há muito tempo eu queria ler e agora estou realizando este desejo!

 

 

 

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Resenha de Depois de Você

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Então, eu li a continuação de Como eu era antes de você e, devo admitir, se continuar neste ritmo vou ficar uma especialista nas obras de Jojo Moyes, que já é uma das minhas escritoras favoritas. Como o livro anterior não era para fazer parte de uma saga ou coisa como eu era antes de vcparecida, achei interessante a forma como ela soube retomar o fio da meada e nos contar o que, afinal de contas, houve com Louisa Clark após a morte de Will.

Pois bem, um pouco disso a gente até sabe no livro anterior mesmo: ele deixa uma boa grana para ela, que viaja para Paris e tenta viver as aventuras que Will a fez prometer que viveria. Só que há um grande problema: ela o amava de verdade, e entra em depressão ao ter que lidar com o luto.

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De volta à Inglaterra, ela compra um apartamento e sua vida está numa pior ( como, por exemplo, seu emprego é horrível e ela não tem motivação nenhuma para viver). Daí, um dia, ela está andando no terraço do prédio, ouve um barulho, se assusta, cai e quase morre.

Lou enfrenta muitos problemas decorrentes deste evento: além das cirurgias, de ser obrigada pelo pai a participar de um grupo de ajuda para lidar com o luto, ela se envolve com Sam, o paramédico que a atende, e acaba conhecendo Lily, uma adolescente superproblemática que aparece de mala e cuia na sua casa dizendo-se filha  de Will.

Esta foi a parte que eu não curti no livro: Lily é uma garota rebelde, com muitos problemas com os pais e chata. Tudo bem que lá para frente você até entende o que de fato houve com ela, mas a garota é arrogante, folgada e NINGUÉM LEMBRA DE FAZER UM EXAME DE DNA, MEU POVO?! Depois fica plausível que ela era filha do Will, a mãe dela confirma, mas, gente… isso realmente me incomodou.

Lou tristeLou, até mais da metade do livro, continua tentando se encontrar e lidar com novas demandas na sua vida sem surtar. O grupo de apoio do qual faz parte tem momentos hilários (como o velhinho que perdeu a esposa e diz que está atrás de uma nova mulher na internet), mas é interessante ver que a família louca, divertidíssima e cheia de problemas dela também está evoluindo. Jojo tirou os Clark da zona de conforto: Treena está estudando e sendo mãe solteira e a mãe delas se tona feminista, estudando, se informando e questionando o arranjo patriarcal no qual vive, o que é muito legal.

O que eu analiso do livro é que eu não esperava o que ele me trouxe, mas a escritora sabe como lidar com os aspectos agridoces da vida de uma forma muito envolvente. Os personagens sofrem, amam, entram em parafuso, e você se reconhece ali como um deles, porque são humanos. Há uma certa falta de objetividade ali mais ou menos no meio, mas depois a narrativa deslancha em eventos interessantes que garantem a nossa leitura rapidinho até o final. Eu gostei muito, e pode vir mais Jojo Moyes na minha vida!

Por que Stranger Things se tornou a série do momento

Você, provavelmente, assim como eu e um monte de gente, não deve ter criado lá muitas expectativas em torno da série original que o Netflix lançou em julho, Stranger Things. Mas, provando que a melhor propaganda é feita pelo boca a boca, em poucos dias a série começou a bombar em todas as redes sociais e, rapidamente, se transformou no hit das férias. Por quê?

A série é curtinha ( tem apenas 8 episódios), em que a trama é bem amarrada e vai ficando stranger7progressivamente tensa. Em 1983, na cidadezinha de Hawkins, Indiana, aparentemente pacata, o menino Will Byers (Noah Schnapp) some após sair da casa do amigo Mike ( Finn Wolfhard), onde eles mais Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin) jogavam RPG. Will desaparece e sua mãe, Joyce (Winona Ryder), fica desesperada. O sumiço do menino acarreta estranhos fenômenos sobrenaturais, e outro mistério é acrescentado à história: a garota Eleven (Millie Bobby Brown), que tem superpoderes e é encontrada pelos amigos de Will enquanto procuram por ele.

Stranger Things consegue nos conquistar por um conjunto de elementos muito interessante:

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  1. Os Duffer Brothers e sua reverência aos anos 80 ( E o sentimento de estar vendo uma versão da Sessão da Tarde no Netflix) : eles conseguiram reunir tudo de fantástico que houve no cinema daquela época; quem cresceu entre os anos 80 e 90, como eu, teve um choque maravilhoso ao identificar tantas referência ali. Spielberg e seus clássicos ( como ET, Goonies e Potergeist), o filme Conta Comigo, baseado numa história de Stephen King ( e, aliás, Stranger Things poderia perfeitamente ter saído da cabeça do stranger6escritor – e mais alguém também achou que a Eleven tem um quê de Carrie, a Estranha?); o terror e o sobrenatural que aparecem em diferentes graus de intensidade têm muito dos filmes da franquia A Hora do Pesadelo ( aquela do Freddie Krueger) e de Alien, o oitavo Passageiro, sem falar que o  núcleo adolescente é claramente uma homenagem aos filmes teens daquela década comandados por John Hughes ( Clube dos Cinco), por exemplo.  Ah, bons tempos da Sessão da Tarde! Já me sinto velha ao escrever isso ( rsrssrsr), mas a verdade é que o pessoal mais velho foi fisgado por Stranger Things também pelo inconsciente, pela memória afetiva. A garotada protagonista parece muito com os meninos  dos Goonies, por exemplo, e são tantas as referências que a gente recupera aquele sentimento de infância, mata saudade de uma época “analógica”.                                                                                                    stranger10
  2. Winona Ryder: ela é um ícone vivo dos anos 80/90, tendo sido uma das jovens estrelas mais prestigiadas e requisitadas. Ainda bem novinha, Winona fez dois filmes clássicos: Os Fantasmas se divertem e Edward, mãos de tesoura. Tudo bem que no início dos anos 2000 ela tenha dado uma derrapada, mas agora ela voltou com tudo!
  3. Clichês adolescentes:  Os adolescentes pareciam meio inseguros nos 3 primeiros capítulos, mas uma virada no enredo faz com que Nancy ( Natalia Dyer) e Jonathan (Charlie Heaton) tomem atitudes drásticas e se unam. Ela é uma típica menina certinha, e ele, um “esquisito”, mas a química entre eles é gritante. Em relação aos pré-adolescentes, eles são os donos da série, né? Há também o bonitão boçal, a amiga da mocinha que só está lá pra dar força, a turma dos populares…
  4. Crianças maravilhosas e talentosas: dá vontade de colocá-los num potinho ❤  Principalmente Millie Bobbie Brown, que  é uma baita atriz: com apenas 12 anos e quase sem falar, ela vive Eleven, a menina misteriosa e cheia de poderes caçada pelo governo e abrigada por Mike Wheeler, vivido por Finn Wolfhard. Ele dosa bem a doçura do personagem que está vivendo o stranger things 8primeiro amor com a investigação com o sumiço de Will; ele é o líder da turma, e é tão bonitinho ver o sentimento que vai desenvolvendo pela menina… quem não chorou junto com ele no “goodbye, Mike”? #Mikeven #ShipoMSM Já Dustin parece muito com dois personagens hilários de Os Goonies: Bocão e Gordo. Vivido pelo fofíssimo além do conta Gaten Matarazzo, quem não caiu de amores por este banguela? Sem falar que os melhores quotes da série são deles. strager9
  5. Trilha sonora matadora:  juro que nunca mais vou escutar Should I stay or should I go do The Clash da mesma forma! A série também traz clássicos como Africa, do  Toto, uma versão da boweniana Heroes na voz de Peter Gabriel, Waiting for a Girl Like You, do Foreigner, por exemplo, fora aqueles sons etéreos criados com teclados bem típicos dos 80’s ( ah, o Netflix liberou a trilha da série no Spotfy). Abaixo, um recadinho bem ao estilo “Stranger things” para vocês:stranger11

Projeto Essential Book: a essência do meu personagem masculino favorito

Helloooooooo

Como foram as férias? Boas? Repararam que eu também entrei de férias aqui, né? Como estava precisando realmente recarregar as baterias, ter descanso era preciso, mas agora, vamos voltar ao batente!

No desafio do mês de julho do Essential Book, teríamos que retratar a essência do personagem masculino favorito. Depois de muito pensar, percebi que não era nenhum galã de algum livro que li, mas um sábio: Albus Dumbledore. Figura rica e enigmática, ás vezes controverso, mas, com certeza, um dos personagens mais complexos e cheios de camadas que J.K. Rowling #RAINHA criou.

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Este desenho que fiz foi uma tentativa de retratá-lo rsrsrsrs

Como Dumbledore, dentro do contexto da saga Harry Potter, serve como o mentor do herói, a ele couberam algumas das melhores citações de todos os livros, e eu vou mostrar algumas das quais mais gosto:

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Conto: Simples assim

Oi, gente! Estou buscando recomeçar a escrever, e nesta semana este conto saiu rapidamente da minha mente para o Word. Espero que vocês curtam!

Beijar-te é como beber água salgada... Enlouquece e não mata a sede. Só aumenta a vontade. Rosi Coelho***:

“É, eu ando em busca dessa tal simplicidade

É, não deve ser tão complicado assim

É, se eu acredito, é minha verdade

É simples assim” (Lenine)

-Quando você entrar, por favor, não faça barulho. – Ricardo pediu ao irmão.

– Pode deixar. Vou colocar pantufas ao adentrar seu glorioso apartamento.

– Pedro, não enche. Eu preciso terminar isso aqui.

O irmão caçula, Pedro, ficou olhando por alguns longos segundos seu irmão, Ricardo, que digitava curvado em frente ao computador.

30 anos, solitário, bonito até com a barba por fazer e o cabelo castanho desgrenhado. Jornalista, adorador de café, criava um gato rabugento e esnobe. Amava uma mulher que não sabia disso, que, por acaso era amiga deles de infância… e iria mudar-se para Londres dali a três dias como o namorado-quase-marido.

– Liga pra ela, seu panaca. – Pedro falou baixo, compadecido do irmão.

– Não vamos falar sobre isso, vamos? Eu me meto no seu namoro com o Fred? Não.

– A Sophia precisa saber o que você sente por ela. – o caçula bufou.

– Quem disse que ela não sabe? – Ricardo falou em tom controlado, frio.

Pedro arregalou os olhos, um pouco perplexo por Sophia já saber do tanto que seu irmão gostava dela e não ter feito nada. Aliás, nada não: ela estava mudando tudo. Mudando-se; fugindo.

Saiu e deixou Ricardo ali, sozinho.

Cerca de duas horas passaram-se até que a campainha tocou. Estava um dia chuvoso, cinzento, e será que o avoado do Pedro já perdeu a chave dele…

– Sophia?

Ela estava bastante molhada. Os cílios longos piscaram apressados; nervosa, Ricardo sabia. Ela toda era tudo o que ele mais gostava de conhecer, de reconhecer.

– Posso entrar? A gente pode conversar?

Ele deu espaço, ela entrou.

– Vai lá no meu quarto, pega uma blusa minha no armário. Você deve estar molhada até os ossos. – ele ordenou.

– A gente pode conversar? – ela repetiu. – Por favor.

– Vá se trocar, tá me dando agonia ver você ficando gripada e parada aí na minha frente.

Alguns minutos depois, ela voltou com uma camisa preta com listras brancas do Corinthians:

– Pronto? Mais alguma exigência de vestuário?

Sophia era bonita, mas de uma beleza bem dela. Pele morena clara, o cabelo longo, ondulado nas pontas, escuro como os seus olhos. Um sorriso franco, até mesmo desafiador, um jeito que Ricardo sentia como sendo o único que, até aquele momento da vida dele, era o preferido dele numa mulher.

– Veio se despedir? – ele sorriu, amargo. Estralou as costas: com as horas de digitação estavam doendo.

– Não.

– Hum… ok. – ele se sentou defronte a ela no sofá. – Veio lavar a roupa suja? Explicar por que naquele dia foi embora depois de a gente transar?

– Odeio você e sua objetividade… – ela recostou-se.

– Tenho que acabar essa matéria ainda hoje, Sô, então…

– Aquilo foi maravilhoso. Desculpa fugir quase à meia-noite sem nem me despedir.

– Chegou bem em casa?

– Sim, liguei pra um Über, ele veio rápido.

Silêncio. Ela faz um coque no cabelo cheio, escuro, longo, e deixou a pele do pescoço à mostra, acendendo algo em Ricardo que o fez se levantar:

– Café?

– Sim.

Eles eram assim há…

Ela reparou na silhueta dele andando pela cozinha preparando o café. Eles tinham o mesmo tamanho aos 9 anos, mas ele definitivamente crescera mais até chegar aos 1,85 de altura. Também sempre tinha sido um cara sem rodeios, sincero. Só não tão sincero a ponto de não expressar de forma aberta o suficiente que gostava dela, e não era como melhor amiga. Uma vida inteira tendo Ricardo ao seu lado… na escola, no mesmo prédio durante anos antes de ele se mudar e sair da casa dos pais, nas mesmas festas, nos mesmos círculos de amizade. E então, naquele dia em que ela o encontrou visitando os pais dele, e acabaram chegando até o lugar em que estavam agora, beberam, cantaram rock clássico a plenos pulmões e então ele disse, com o rosto muito próximo ao seu: “te amo. Vai embora não, Sô”.

O beijo que nunca tinha acontecido finalmente veio ao mundo; roupas foram deixadas de lado; suas línguas e mãos trabalharam deliciadas e, sim, foi bom. Muito bom. Ela lembra que verdadeiramente ele a fez feliz e gemer de felicidade. Mas, depois, um caminhão de confusão e culpa foi descarregado sobre ela, e Sophia se viu correndo, ligando para um carro vir buscá-la, e chorando até dormir às quatro horas da manhã.

– Tá forte, do jeito que a gente gosta. – ele colocou a caneca na mão dela.

– Eu não vou fugir hoje, Ricardo.

– Claro que não. Mas daqui a três dias, sim. – ele tomou um gole do café.

– Eu terminei com o Fabrício.

Ele a mirou sobre a borda da xícara:

– Eu tive algo a ver com isso?

– Não. Eu tive. – ela sorriu levemente. – Como eu iria ser feliz sem sua voz ao meu ouvido dizendo que me ama?

Ele baixou os olhos…

– Mas eu pensei que…

– Eu também pensei. Pensei tudo. Mas, de tanto pensar, estaria daqui a pouco em Londres, quando eu sei que o que aconteceu não foi em vão.

Ela colocou a xícara sobre a mesa de centro e Ricardo também; ele a acolheu em seus braços, num daqueles abraços demorados em que eles sabiam, era tão profundo que poderia fundir as suas almas.

– E o que acontece agora? – ele sussurrou. – Não é nessa parte em que a música tema do filme toca e os créditos sobem?

Ela sorriu mais abertamente:

– É nessa hora em que eu digo que meu melhor amigo foi muito idiota em não dizer que gostava de mim antes, mas que eu descobri há quase uma semana uma coisa muito importante: eu não quero te deixar. Eu vou ficar.

Ricardo sorriu, tocando o rosto de Sophia com carinho. Tudo parecia simples e verdadeiro, do jeito que sempre deveria ser.