Melhores de 2015!

Chegou a retrospectiva de fim de ano, meu povo! Depois de um ano pesado, em que muita coisa aconteceu em todos os campos possíveis, é hora de botar a cabeça para relaxar e também para relembrar o que houve. Para começar:

MELHORES LIVROS DE 2015:

melhores livros 2015

Estes livros demonstram que eu continuei com o gosto literário linear ao que eu já vinha demonstrando nos últimos anos: leitura de clássicos, mas, desta vez, de áreas totalmente diferentes. Enquanto O Morro dos Ventos Uivantes  mais filiado ao Romantismo, Fundação é uma das obras pilares da ficção científica e O Iluminado um dos melhores livros de suspense e terror da literatura.

Garota Exemplar eu li bem no início do ano e fiquei apaixonada tanto pelo livro como pelo filme. Acho Gillian Flynn uma ótima escritora, dona de um estilo viciante. Também adorei Minha última duquesa, não tanto pela trama que até foi previsível, mas pela pesquisa histórica apurada e exuberante.Por último, claro que eu teria minha cota de Neil Gaiman, né? Durante muito tempo quis ler i, e adorei a história, uma das mais legais dele que li até hoje 😀

Melhores Séries de 2015:

E este foi o ano em que eu perdi duas séries que amava: Glee e Hart of Dixie. Apesar de não estar mais acompanhando as histórias de Rachel Berry e cia, me deu um nó no peito, pois Glee correspondeu a uma parte importante dos meus últimos anos, me fez conhecer pessoas maravilhosas e marcou vários momentos da minha vida. Já Hart of Dixie, eu acompanhei todinha, do começo ao fim, mas, infelizmente, o CW não a renovou :/

Também chorei, Emma…

Porém, o ano também me trouxe muitas coisas legais neste período! Para começar, a terceira temporada de Orphan Black, em que Sarah e as outras clones adentraram mais nos mistérios da organização que as criou:

 

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Tatiana Maslany, o talento injustiçado das premiações!

Também continuei a assistir The Knick, que em outubro voltou com a sua segunda temporada. A série continua perfeita ao mostrar os dramas e a realidade nua e crua da medicina e da sociedade do início do século XX em Nova York:

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Uma série “soberba”

E as séries que conheci a já amei de paixão em 2015 foram Sense8 e How to get away with a murder. Ousadas, sensuais, enigmáticas e viciantes, elas tiraram o fôlego de quem as acompanhou neste ano.

MEUS CANAIS DO YOUTUBE PREFERIDOS:

Bom, eu adorei quando a Nati do blog Redemunhando decidiu fazer um canal de mesmo nome. Ela é uma super-resenhista, se você for ver seus vídeos vai se apaixonar! Ela fala sobre livros dos mais diferentes estilos (veja a série que ela fez sobre a obra O Tempo e o Vento, de Erico Veríssimo, e a Papo de Historiadora #’O Grande massacre de gatos’.

Outro canal que sempre olho é o Alimente o Cérebro, de um menino superinteligente, simpático e que posta coisas muito interessantes tanto em torno de temas das ciências, como de filosofia e cultura pop:

Um canal sobre cultura pop que eu AMO e que já sou uma grande fã há um bom tempinho já é o 4 coisas, do Pablo Peixoto. Lá ele se baseia em 4 tópicos para falar dos mais variados assuntos: uma coisa ruim, uma boa, uma nova e uma velha. Ah, e o canal já deu até umas crias “spin off”, como o Mais uma Coisa e o Unboxing:

O The Book Life é um canal de uma garota britânica de que eu gosto bastante, porque ela sempre traz tags legais. Seu forte são as resenhas de livros YA, mas ela também fala sobre filmes e séries:

Outro canal que é muito bom mesmo, ótimo por trazer sempre análises bastante interessantes sobre vários aspectos sociais e culturais é o Casa do Saber:

MELHORES FILMES DE 2015:

Eu continuo achando que deixo a desejar no quesito “ver filmes com mais frequência”, mas estou tentando aumentar a quantidade, hein? Nesse ano, amei a sensibilidade de Divertidamente:

Também fui ao cinema com meus primos de 6 e 7 anos nas férias e curtimos muito a aventura solo dos Minions ( aliás, divertidíssimo tocar The Doors no filme kkk). Comentei em dezembro que assisti ao documentário sobre a cantora Nina Simone, produzido pelo Netflix; e por último, matei a ansiedade e assisti a Os Vingadores 2 – A Era de Ultron.

Homem de Ferro bombado :p

MELHORES MÚSICAS DE 2015:

Por fim, as músicas do ano de que eu mais gostei:

Marvin Gaye: Charlie Puth e Meghan Trainor, que baladinha fofa ❤

Todos sabem que sou louca pela Marina e esse álbum dela é tão bom, amei demais! Blue é minha favorita!

Hit do álbum novo do Florence+The Machine, logo eu baixei e não parei de escutar Ship to Wreck.

E como esse ano o Florence+The Machine arrebentou, até quando cobriram o Foo Fighters no Festival de Glastonbury eles fizeram um cover perfeito de lindo de uma música que eu já amava na versão original, Time Like These:

Então, agora… FELIZ ANO NOVO! VENHA, 2016!

 

 

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Contos natalinos ( para ler no restinho de dezembro)!

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Antes de mais nada, sim, estou postando algo sobre o Natal quando o juiz já levantou a plaquinha indicando os minutos de acréscimo, mas… ah, eu formulei com tanto amor este post na minha folga do feriado ( e, além do mais, já vou logo dizendo no título: é sobre Natal, mas você ainda tem até o dia 31/12 para curtir). Portanto, Ho Ho Ho para todo mundo! Feliz Natal, amor, luz, e que, mesmo se você não for cristão, que a mensagem do nascimento da esperança se faça presente em sua alma ❤

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Estes contos da lista são maravilhosos e vão te fazer reconhecer a   atmosfera da época nas mais variadas nuances.

O primeiro da lista é Natal na Barca, de Lygia Fagundes Telles ( link para leitura: http://www.releituras.com/lftelles_natal.asp). Uma mulher estava viajando naquela embarcação, perdida em si, quando um milagre de Natal acontece bem ao seu lado:

— Acordou?!

Ela sorriu:

— Veja…

Inclinei-me. A criança abrira os olhos — aqueles olhos que eu vira cerrados tão definitivamente. E bocejava, esfregando a mãozinha na face corada. Fiquei olhando sem conseguir falar.

— Então, bom Natal! — disse ela, enfiando a sacola no braço.

Outro conto natalino que adoro é O Peru de Natal. de Mario de Andrade natal foto para o blog(http://www.releituras.com/marioandrade_natal.asp). Divertido, mas com um pano de fundo meio tocante: um filho tenta convencer a mãe e o restante da família a se permitir saborear um peru de Natal de verdade, com tudo o que tem direito, a despeito da morte do pai que sempre tinha sido comedido em vida, e que nunca os deixava aproveitarem uma farta ceia de Natal.

Morreu meu pai, sentimos muito, etc. Quando chegamos nas proximidades do Natal, eu já estava que não podia mais pra afastar aquela memória obstruente do morto, que parecia ter sistematizado pra sempre a obrigação de uma lembrança dolorosa em cada almoço, em cada gesto mínimo da família.

O conto A árvore de Natal na Casa de Cristo, de Dostoiévski (http://www.paralerepensar.com.br/natal_arvoredecristo.htm) mostra o lado do Natal mais triste, aquele em que a gente não gosta de lembrar que existe mas, no entanto,  o encaramos todos os dias do ano.

Ah! uma grande vidraça, e atrás dessa vidraça um quarto, com uma árvore que sobe até o teto; é um pinheiro, uma árvore de Natal onde há muitas luzes, muitos objetos pequenos, frutas douradas, e em torno bonecas e cavalinhos. No quarto há crianças que correm; estão bem vestidas e muito limpas, riem e brincam, comem e bebem alguma coisa.

Sacrifícios para manter não só a tradição, mas a esperança em dias melhores que acende no Natal aparecem no conto O Presente dos Magos, de O. Henry (http://www.baratosdaribeiro.com.br/clubedaleitura/2008/04/18/o-presente-dos-magos-de-o-henry/).

Amanhã seria Dia de Natal e ela tinha apenas um dólar e oitenta e sete centavos para comprar o presente de Jim. Estivera a economizar tostão por tostão havia meses, e esse era o resultado. As despesas tinham sido maiores do que calculara. Sempre são.

E os dois últimos que destaco são do fofíssimo livro O presente do meu grande amor: doze histórias de Natal, da editora Intrínseca, em que escritores da atualidade, muito conhecidos pelos seus romances YA deixaram contos muito bacanas sobre a época natalina. Cito dois que amei: É um milagre de Yule, Charlie Brown, de uma autora que não conhecia mas já gostei, a Stephanie Perkins. Na história, Marigold se interessa pela voz de um rapaz e quer que ele duble uma das suas animações que ela produz e coloca no youtube. Ele vende árvores de Natal, e é um pinheiro que introduz o amor na vida dois dois.

Mas esse Garoto das Árvores de Natal tinha algo que os outros não tinham. Algo de que ela precisava e só ele podia oferecer. Ela precisava da voz dele.

O outro é um conto que extrapola na fofura ao mostrar que é preciso acreditar na magia do Papai Noel mesmo sendo adulto: Papai Noel Por um Dia, de David Levithan. Connor convence seu namorado judeu a se vestir de Papai Noel e aparecer em sua casa para que sua irmanzinha caçula não desconfie de que o Bom Velhinho não existe. Mas não é só a menininha que se comove; a experiência acaba mexendo com todos.

É difícil não se sentir um pouquinho gordo quando seu namorado pede que você seja o Papai Noel. — Mas eu sou judeu — digo. — Seria diferente se você estivesse me pedindo para ser Jesus. Ele, pelo menos, era integrante da minha tribo, e fica bem de sunga. Além disso, ser o Papai Noel exige certa dose de alegria, enquanto ser Jesus só exige que você tenha nascido.

Então, Feliz Natal!

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