Por que Stranger Things se tornou a série do momento

Você, provavelmente, assim como eu e um monte de gente, não deve ter criado lá muitas expectativas em torno da série original que o Netflix lançou em julho, Stranger Things. Mas, provando que a melhor propaganda é feita pelo boca a boca, em poucos dias a série começou a bombar em todas as redes sociais e, rapidamente, se transformou no hit das férias. Por quê?

A série é curtinha ( tem apenas 8 episódios), em que a trama é bem amarrada e vai ficando stranger7progressivamente tensa. Em 1983, na cidadezinha de Hawkins, Indiana, aparentemente pacata, o menino Will Byers (Noah Schnapp) some após sair da casa do amigo Mike ( Finn Wolfhard), onde eles mais Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin) jogavam RPG. Will desaparece e sua mãe, Joyce (Winona Ryder), fica desesperada. O sumiço do menino acarreta estranhos fenômenos sobrenaturais, e outro mistério é acrescentado à história: a garota Eleven (Millie Bobby Brown), que tem superpoderes e é encontrada pelos amigos de Will enquanto procuram por ele.

Stranger Things consegue nos conquistar por um conjunto de elementos muito interessante:

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  1. Os Duffer Brothers e sua reverência aos anos 80 ( E o sentimento de estar vendo uma versão da Sessão da Tarde no Netflix) : eles conseguiram reunir tudo de fantástico que houve no cinema daquela época; quem cresceu entre os anos 80 e 90, como eu, teve um choque maravilhoso ao identificar tantas referência ali. Spielberg e seus clássicos ( como ET, Goonies e Potergeist), o filme Conta Comigo, baseado numa história de Stephen King ( e, aliás, Stranger Things poderia perfeitamente ter saído da cabeça do stranger6escritor – e mais alguém também achou que a Eleven tem um quê de Carrie, a Estranha?); o terror e o sobrenatural que aparecem em diferentes graus de intensidade têm muito dos filmes da franquia A Hora do Pesadelo ( aquela do Freddie Krueger) e de Alien, o oitavo Passageiro, sem falar que o  núcleo adolescente é claramente uma homenagem aos filmes teens daquela década comandados por John Hughes ( Clube dos Cinco), por exemplo.  Ah, bons tempos da Sessão da Tarde! Já me sinto velha ao escrever isso ( rsrssrsr), mas a verdade é que o pessoal mais velho foi fisgado por Stranger Things também pelo inconsciente, pela memória afetiva. A garotada protagonista parece muito com os meninos  dos Goonies, por exemplo, e são tantas as referências que a gente recupera aquele sentimento de infância, mata saudade de uma época “analógica”.                                                                                                    stranger10
  2. Winona Ryder: ela é um ícone vivo dos anos 80/90, tendo sido uma das jovens estrelas mais prestigiadas e requisitadas. Ainda bem novinha, Winona fez dois filmes clássicos: Os Fantasmas se divertem e Edward, mãos de tesoura. Tudo bem que no início dos anos 2000 ela tenha dado uma derrapada, mas agora ela voltou com tudo!
  3. Clichês adolescentes:  Os adolescentes pareciam meio inseguros nos 3 primeiros capítulos, mas uma virada no enredo faz com que Nancy ( Natalia Dyer) e Jonathan (Charlie Heaton) tomem atitudes drásticas e se unam. Ela é uma típica menina certinha, e ele, um “esquisito”, mas a química entre eles é gritante. Em relação aos pré-adolescentes, eles são os donos da série, né? Há também o bonitão boçal, a amiga da mocinha que só está lá pra dar força, a turma dos populares…
  4. Crianças maravilhosas e talentosas: dá vontade de colocá-los num potinho ❤  Principalmente Millie Bobbie Brown, que  é uma baita atriz: com apenas 12 anos e quase sem falar, ela vive Eleven, a menina misteriosa e cheia de poderes caçada pelo governo e abrigada por Mike Wheeler, vivido por Finn Wolfhard. Ele dosa bem a doçura do personagem que está vivendo o stranger things 8primeiro amor com a investigação com o sumiço de Will; ele é o líder da turma, e é tão bonitinho ver o sentimento que vai desenvolvendo pela menina… quem não chorou junto com ele no “goodbye, Mike”? #Mikeven #ShipoMSM Já Dustin parece muito com dois personagens hilários de Os Goonies: Bocão e Gordo. Vivido pelo fofíssimo além do conta Gaten Matarazzo, quem não caiu de amores por este banguela? Sem falar que os melhores quotes da série são deles. strager9
  5. Trilha sonora matadora:  juro que nunca mais vou escutar Should I stay or should I go do The Clash da mesma forma! A série também traz clássicos como Africa, do  Toto, uma versão da boweniana Heroes na voz de Peter Gabriel, Waiting for a Girl Like You, do Foreigner, por exemplo, fora aqueles sons etéreos criados com teclados bem típicos dos 80’s ( ah, o Netflix liberou a trilha da série no Spotfy). Abaixo, um recadinho bem ao estilo “Stranger things” para vocês:stranger11

Filmes: um apanhado do que assisti nos últimos tempos

Olá! Assistir a mais filmes era uma das minhas metas para este ano. Estou me esforçando mais para isso, porque eu realmente não fico horas em frente a uma tela com frequência, mas com certeza já vi mais coisa de janeiro de 2016 para cá que em todo o ano passado! Lembrando que eu não sou nadinha especialista no assunto, mas gosto bastante de aprender sobre ele, seja vendo os filmes em si, conversando com amigos sobre eles ( especialmente com meu amigo John Morais que adora a 7ª Arte), lendo em livros, sites ou revistas e também acompanhando alguns canais ( o meu favorito é o Meus 2 centavos, aqui o link: https://www.youtube.com/watch?v=rhobQV6IEdU). Então, vamos lá:

Philadelphia ( 1993): Tom Hanks no papel que lhe rendeu seu primeiro Oscar, o do advogado
Philadelphia_1993Andrew Beckett,  que tem HIV em uma época em que havia um preconceito e desinformações tremendos acerca da AIDS. Ele é demitido do seu emprego em um prestigiado escritório de advocacia injustamente pelos chefes por causa da doença, e contrata um polêmico advogado, Joe Miller (Denzel Washington), para defendê-lo no processo que move contra o seu antigo emprego. Acontece que Joe é homofóbico e também não sabe muita coisa sobre a condição de vida de um portador de HIV, mas a batalha de Andrew o comove e ele aceita o caso. Sabe daqueles filmões que te deixam fungando no final? Pois é. Filme muito bom, com atuações impecáveis de Tom Hanks e Denzel Washington, um clássico do gênero drama. Há uma cena, em particular, de Andrew já com visíveis sintomas causados pela AIDS, olhando desconsolado para o céu… é uma cena curta, mas há tanta dor nos olhos do personagem que é impossível não se emocionar junto. O filme, ainda por cima, tem uma das trilhas mais lembradas do cinema, graças à icônica canção ( que eu adoro) Streets of Philadelphia, de Bruce Springsteen.

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Um dos meus atores favoritos! Tom Hanks ❤

 

A incrível história de Adeline ( 2015) estava dando bobeira no Netflix e eu pensei, ué, por que não? Parece legal. E, para quem gosta de romance, de uma história sem muitas pretensões, este filme cai como uma luva. Blake Lively, belíssima, faz a personagem do título: Adeline quase morre aos 29 anos, isso no final da década de 1930. Reanimada graças a um raio, ela permanece com a mesma aparência até os dias atuais ( o filme dá uma explicação sobre o ocorrido, que faz sentido dentro da história). Daí, a fábula do tempo sendo driblado e do amor correndo riscos por causa disso dá um tom. Filme bem bacana e doce!

Simplesmente Acontece ( 2014): outro disponível no Netflix, que é baseado em um livro, traz a história de Alex ( Sam Claflin) e  Rosie (Lily Collins), que são amigos desde crianças e, quando jovens, sentem algo um pelo outro, porém circunstâncias do destino os levam sempre em direções opostas um ao outro. Na realidade, o filme tem uma bela fotografia, mas eu não comprei muito a história: eles praticamente não mudaram nada fisicamente ( o filme tem uma considerável passagem de tempo); Lily Collins não me convenceu como uma mulher com filha pré-adolescente! E depois, as coisas que os separam não são tão insuperáveis assim, enfim… bonito esteticamente, mas eu me peguei várias vezes verificando se estava perto de acabar.

Regression ( 2015): suspense que prometia muito, pois tem no elenco a amada Emma Watson e o competente Ethan Hawke ( responsável pelas melhores partes do filme). Detalhe é que no elenco também está David Thewlis ( ou seja, Hermione e prof. Lupin no mesmo filme haha). A trama se passa em 1990, quando supostos ataques de grupos satânicos estão pipocando nos EUA. Um homem foi preso por abusar de sua filha (Emma), fato que será investigado por Bruce Kenner ( Hawke). As investigações o levam a rumos inesperados das seitas que parecem ser capazes de atrocidades, mas o pai da garota simplesmente não consegue lembrar de nada do que ocorreu. O filme promete muito, dá muitas voltas, você fica esperando o momento em que ele vai engrenar, mas… pois é. Decepciona no fim porque parece que falta alguma coisa ali que realmente ligue os pontos, que faça sentido; no entanto, o enredo cai num vazio.

Perdido em Marte ( 2015): esse aqui foi muito legal de ver! Conta como a missão da qual o astronauta Mark Watney (Matt Damon) fazia parte, para o planeta marciano, sofreu um problema e seus colegas, julgando que ele estava morto, o deixaram para trás. Daí, Mark precisa se virar em um planeta inóspito, quase que, literalmente, tirando água de pedra. Mas, o que poderia dar um bom drama de superação, na verdade dá um filme com astral pra cima, que não desanima. Gostei!

Batman v. Superman ( 2016): sim, fui ao cinema conferir a investida da DC Comics de consolidar as sagas de seus heróis na telona. Não conheço HQ’s com grande profundidade, mas gosto bastante do universo, no geral. Porém, todos os meus heróis preferidos são da Marvel, de forma que meu principal atrativo para este filme era ver o Ben Affleck de quem eu sou fã há muitos anos rsrs. Na trama, Batman (Affleck) e Superman (Henry Cavill) entram em conflito devido as ações que ambos têm para solucionar conflitos. Então também tem Lex Lutor ( Jesse Eisenberg) jogando lenha e criptonita na fogueira, Mulher-Maravilha ( Gal Gadot) aparecendo para salvar a pele dos dois heróis… mas parece que o filme mostra informações demais de forma desordenada, algumas partes, como os sonhos do Batman, são meio aleatórios. Parece uma ânsia mal contida da DC de adiantar logo a Liga da Justiça. Mas, no geral, como entretenimento, é bem legal.

O Quarto de Jack (2015):   Que filme MASSA!  Filme que deu o Oscar deste ano de melhor atriz à Brie Larson, O Quarto de Jack é tocante, melancólico, doído, mas rouba seu coração na hora com a interpretação memorável de Jacob Tremblay, que vive o garotinho Jack. Criado em cativeiro, onde sua mãe, Joy (Brie) é mantida como refém, para o garotinho o mundo se limita àquele quarto e ele não tem noção de como é do lado de fora. Com interpretações seguras, você sente os personagens passando por conflitos e não tem como não se apegar. Muito bom!

 

 

 

 

 

FILMES VISTOS EM JANEIRO! ( E uma série nova também)

Olá!

Uma das promessas que fiz a mim mesma neste ano foi: preciso ver mais filmes. Muita coisa boa é lançada, ou existe há anos, e eu quase nunca assisto, pelos mais variados motivos. Mas isso mudou!, hehe. Em janeiro vi filmes muito bons, de épocas e temáticas variadas, e também comecei a ver uma série nova. Portanto, vamos lá comentar sobre eles. Lembrando duas coisas importantes:

  • Não chegam a ser resenhas dos filmes, pois há alguns aspectos relativos ao cinema que eu não domino. São impressões minhas, ideias, opiniões.
  • Eu tenho um gosto variado, mas eu não perco meu tempo para ver um filme que não me acrescente em nada. Portanto, coisas como Transformers ou Velozes e Furiosos simplesmente não têm vez comigo.

Quanto mais quente melhor ( 1959) :

Um filme muito, muito divertido, que tem um elenco maravilhoso com o timing perfeito para a comédia ( Marilyn Monroe, Tony Curtis, Jack Lemmon)e dirigido por Billy Wilder. Dois amigos músicos assistem sem querer a um assassinato e passam a ser perseguidos pela máfia. Sem saída, acabam se disfarçando de mulheres e entram para uma banda feminina, em que conhecem Sugar (Marilyn Monroe). Um deles se apaixona por ela e decide se passar por milionário, enquanto um ricaço de verdade se apaixona pelo outro. É muito legal ver como a comédia é irônica, cheia de diálogos irresistíveis e que permanecem saborosos até hoje!

Um senhor estagiário (2015):

Sabe aquele tipo de filme que não era bem o que você estava procurando para assistir, mas começa e de repente, já está achando tudo tão delicinha que ficou satisfeita no final? Pois é. Dirigido por Michael Lange, traz Ben ( Robert de Niro), um senhor viúvo, aposentado, que está entediado com a rotina até que aceita participar de um programa para estagiários em uma empresa de e-commerce comandada por Jules ( Anne Hathaway). Há o conflito de gerações entre eles, e acho que muitas mulheres podem se identificar com Jules: ela é jovem, independente, mas às vezes, cuidar de uma empresa, da família e de todas a outras coisas podem ser enlouquecedoras, e Ben vai ajudar a chefe a ser mais centrada, além de dar aquele ombro amigo de que todos precisamos de vez em quando! Gostei muito desse filme!

P.S:. Quando ela o ensina a fazer um facebook, adorei essa cena rsrs ❤

Whiplash ( 2014)

O subtítulo que ganhou aqui no Brasil caiu como uma luva: em busca da perfeição. O filme mostra de forma perturbadora a dedicação paranoica de Andrew Neyman ( Miles Teller) para se tornar uma nova lenda do jazz. Baterista, ele entra para uma renomada escola de música e tem seus limites testados drasticamente por um professor genial e doentio ao mesmo tempo, Terence Fletcher ( J.K.Simmons, irretocável). Tudo o que Andrew faz é com a finalidade de se superar e mostrar que é capaz, e nem o que sente por Nicole ( vivida por Melissa Benoist, a Marley do Glee e atual Supergirl da série homônima) refreia sua ambição quase fanática de se tornar um grande nome do jazz. Um filme que te envolve, arranca diferentes emoções de você e que tem uma trilha sonora incrível.

E você achando que o J. K. Simmons era estressado com o Peter Parker…

Festim Diabólico ( 1948)

 

Uma pérola da filmografia de Alfred Hitchcock, é o tipo de obra que te faz refletir sobre ética, moral e que permanece atual e afiadíssimo. Eu tomei conhecimento dele justamente através da apostila de filosofia de uma aluno meu; lá, a trama do filme era tomada como exemplo sobre os embates éticos que podem surgir dentro da sociedade. Este é o cerne da sua trama: será que alguns são superiores e estão acima de certas convenções? Será que outros são mais “simplórios” e suas vidas não farão falta? Uma curiosidade sobre ele é que foi gravado em plano-sequência: a ação se dá toda durante uma pequena festa na casa dos protagonistas, e a naturalidade com que os atores andam em cena pelo apartamento fictício dá a impressão de que você está assistindo a tudo em tempo real. A inteligência da história, dos diálogos, a megalomania e o pânico dos rapazes que vivem juntos ( uma situação que hoje vemos como claramente eles eram gays) e o assassinato que aos poucos é revelado ao professor de filosofia que eles queria impressionar tornou este um dos filmes mais fascinantes que eu já vi.

Kingsman ( 2015)

A premissa desse filme é usar o mais do mesmo para fazer uma história divertida e que traz uma variante do estilo “filme de espiões”, cuja maior referência de todas são os filmes de James Bond. Está tudo lá, a agência secreta e armas mirabolantes, agentes charmosos e bem treinados, um vilão caricato que quer dominar o mundo… mas a estética que flutua entre o vintage e o contemporâneo deixa a história que envolve Gary “Eggsy” Unwin ( Taron Egerton) e o agente Galahad ( Colin Firth) com gosto de coisa nova. A trilha sonora é maravilhosa ( o que é o início do filme começando com uma ação da agência Kingsman ao som de Dire Straits?!) e o filme, realmente, diverte. Aliás, vem sequência por aí!

Billy Elliot ( 2000)

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Eu já havia assistido a esse filme há muitos anos, acho que na primeira vez que passou na TV aqui no Brasil ( se eu não me engano, numa Tela Quente dessas aí da vida). Um dia desses, estava em casa, zapeando canais, e vi que ele estava passando no TCM. Comecei a ver e, quando percebi, quase duas horas tinham passado! A história é fascinante: em 1984, numa cidadezinha do interior da Inglaterra, Billy ( Jamie Bell) é levado pelo pai a treinar boxe, mas por acaso conhece as aulas de balé e se apaixona pela dança. O contexto da greve dos mineiros da qual o pai e o irmão mais velho do garoto participam dessa vez em que assisti ficou muito mais claro para mim ( e dessa vez, pude apreciar toda a sequência vertiginosa da perseguição ao irmão dele que fugia da polícia pulando os muros e billy-elliot-ne9tinvadindo as casas do bairro ao som da legendária London Calling, da banda The Clash.) Tudo faz você se sentir como um grande torcedor do Billy, seja para vencer os desafios para se tornar um grande bailarino, seja para vencer o preconceito. Um dos melhores filmes da última década!

Série de janeiro: 

 

Sabe quando você se organiza e calcula quanto tempo vai precisar para completar a temporada das séries de que você gosta, mas tudo vai abaixo porque você descobre outra série maravilhosa e acaba se viciando? Pois, já no primeiro episódio fiquei muito vidrada em Mr. Robot. A série bombou nas últimas premiações e de tanto ver o nome de Rami Maleck indicado, principalmente, fiquei curiosa para ver uma produção que muita gente elogiou. Eu já conhecia a atuação de Rami por causa de The Pacific, mas aqui ele está

Esse visual do Elliot  já deve ser um clássico do mundo das séries rs

incrível passando todas as nuances da mente atormentada do hacker Elliot Alderson, que conversa com um alter ego, hackeia pessoas compulsivamente, não consegue ter muitas relações pessoais e que se envolve em uma trama de violência, crimes, mortes, disputa por dinheiro e muita treta . Enfim, essa crítica que li no G1, de Claudia Croitor, ( link para ela: http://g1.globo.com/pop-arte/blog/legendado/post/mr-robot-candidata-melhor-serie-do-ano.html) tirou as palavras da minha boca:

Parece série muito nerd, e é, mas os caras capricharam tanto, em tudo – é bem escrita, bem dirigida, aquelas coisas todas que nos deixam tão felizes com uma série boa. Fora que Rami Malek, que vive Elliot, é incrível, com seu capuz e seus olhos esbugalhados. E a série é muito esperta, consegue falar desse universo hacker sem soar fake ou bocó. E, mais importante, a história é ótima e os personagens são demais – Elliot, o chefe dele, sua colega de trabalho, sua fornecedora de drogas, a turminha esquisita dos hackers, especialmente o misterioso Mr. Robot (vivido, veja você, por Christian Slater), o executivo meio “psicopata americano” com sua esposa nórdica top model…
O primeiro episódio é um dos melhores primeiros episódios que eu vejo em muito tempo – tanto que por causa dele a série ganhou uma segunda temporada antes mesmo de estrear nos EUA. E os episódios seguintes seguram a expectativa do primeiro: a história evolui lindamente, a gente vai descobrindo que nada é muito o que parece ser, ou é. Chega tipo no oitavo e sua cabeça tá explodindo, no bom sentido.
Não vou falar muito mais não para não ficar dando spoilers involuntários, mas se eu fosse você eu ia atrás agora.

Séries que vi nas férias!

Bem, neste mês de férias eu me prometi que, além da leitura, eu também colocaria as séries que gosto de assistir em dia. Não sou uma seriadora, mas nos últimos anos tenho, cada vez mais, gostado de ver séries. Tudo foi ativado com Glee ( que não, eu não acabei e nunca vou ver, porque pra mim a quinta e a sexta temporadas são remendos sem graça do que um dia a produção foi </3). Enfim, eu passei a ver outra coisas e aí agora até que tenho acompanhado mais. Vamos ao que assisti neste mês:

Hart of Dixie: 

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Ainda faltavam cerca de 4 capítulos para eu terminar de ver a série simplesmente deliciosa protagonizada pela doutora mais maluquinha da Tv, Zoe Hart ( Rachel Bilson). Apesar de ter fãs fiéis e de ser uma doçura e divertida, a baixa audiência fez a CW cancelar a série na 4ª temporada, que ao invés dos 22 eps. que marcaram suas temporada anteriores, desta vez teve apenas 10, porém muito mais redondinhos e trazendo ótimo enredo. Aproveitando que Rachel ficou grávida na vida real, a história girou em torno da gravidez de Zoe, que finalmente acabou casando com Wade ( o pai do bebê, né? rsrs). Todos terminaram felizes, e eu vou sentir muita saudade da minha série-doçura #ChateadérrimaAtéAgora

Um dos meus ships eternos, Zade ❤

Orphan Black:

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A terceira temporada, na minha opinião, chegou com os dois pés na porta: mas frenética, mais letal e mais legal que a segunda temporada, foi até um acerto ter deixado para ver os 10 episódios todos em sequência nas férias. Dessa vez, vimos os desdobramentos do que Sarah descobriu no final da temporada anterior, que foi o projeto Castor ( em que ela e nós também soubemos que não clonaram apenas mulheres, mas homens também). Apesar de o ator escalado para fazer os clones masculinos (Ari Millen) não ter o talento monstruoso, e por que não dizer, fenomenal da diva Tatiana Maslany, eu achei que a história teve um desenvolvimento vertiginoso mas que conseguiu responder a muitas perguntas que tínhamos no último episódio ( como a mãe de Siobhan ser a doadora do material genético para os clones).

Tudo bem, dessa vez senti falta de ver as clones interagindo mais; enquanto Sarah saía no encalço dos “Castores”, Helena em um momento está sofrendo alucinações com um escorpião e em outro, bem… está sendo Helena; Cosima, a nossa nerd cientista preferida, ainda não conseguiu se curar totalmente e ainda arranjou mais uma namorada bela e misteriosa ( porque Delphine se tornou a chefe da Dyad no lugar de Rachel, que literalmente pode dizer que Sarah é uma fura-olho) e Alison, a dona de casa impecável que é mais perigosa e astuta que muito malandro por aí, começou o inofensivo comércio de drogas no subúrbio, apoiada por Donnie.

     

A pena que deu nessa temporada foi a morte de Paul, que além de salvar Sarah ( e dizer que a amou de verdade), vimos que tudo o que estava fazendo era simplesmente defender as boas intenções, pelo menos as que ele achava que existiam, do Projeto Castor.

Sarah (TATIANA MASLANY) and Paul (DYLAN BRUCE)
Sarah (TATIANA MASLANY) and Paul (DYLAN BRUCE)

#Destaques: todo mundo arrancou uma casquinha e descontou a raiva em Rachel na sua versão gaga e de tapa-olho; e a nova clone, naquele estilo “periguete manicure simpática” que do tipo que vive aparecendo nas novelas brasileiras, a Crystal.

Sense8:

Sense8

Todo mundo estava comentando sobre esta série original do Netflix criada por Andy e Lana Wachowski e por J. Michael Straczynski. Depois de uma das minhas melhores amigas me propor uma tarde de maratona para vê-la, não teve jeito, eu embarquei e já devorei todos os episódios. Basicamente, todo mundo assistiu à série ( a não ser que você viva em Plutão, e, além de não morar na mancha em forma de coração que o planeta tem, também não viu nada sobre a série) rsrs.

Acompanhamos a histórias de oito pessoas que vivem em lugares distintos do planeta, são totalmente diferentes entre si, mas que descobrem que são conectadas umas às outras, de forma que podem interagir e interceder na dinâmica de vida de cada um desse grupo. Enquanto estão tateando que ligação é essa, quem está interessado em interceptá-los e lhes fazer mal, eles também têm questões pessoais que precisam resolver, como a moça indiana que sente pressionada a casar ou o jovem africano que precisa de remédios para a mãe com AIDS e se vê numa linha muito tênue entre o certo e o errado ( mas quem não ama o Capheus com aquele sorrisão e sua Van Damn, né?). Eu já vi opiniões um pouco divergentes quanto à série; muitos amam, mas outros já apontaram a série como esteticamente perfeita, mas de roteiro mal amarrado; porém, ninguém ficou imune à nova sensação do Netflix!

Will, meu personagem preferido… preciso dizer por quê? HUAHUAHUA

E um dos momentos mais legais da temporada:

Minhas impressões sobre: Mapa para as estrelas

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Olá!

Bem, estou pensando em me tornar uma espectadora de filmes e séries mais assídua, e pensei: bem que eu poderia criar uma coluna no blog para tais produções, assim eu me sentiria mais disposta a falar sobre eles!

Para estrear, vou falar do filme Mapa para as estrelas, dirigido por David Cronenberg. Apesar de o título ser meio “clichê”, ele é completamente perturbador e hipnótico.                                                                                     mapa 1

Basicamente, Mapa para as estrelas é uma crônica dos dias atuais sobre a busca por dinheiro e fama que cega, destrói as pessoas e suas relações. O início da trama é fragmentado, mas logo as peças vão se encaixando: a estranha Agatha (Mia Wasikowska) chega à Hollywood decidida a cumprir uma missão de vida não muito bem esclarecida de início, relacionando-se com um motorista de limousine que sonha em ser ator e roteirista ( Robert Pattinson, como Jerome). Ela torna-se secretária particular de Havana Segrand, uma atriz paranoica, obcecada pela figura da mãe que morreu há décadas, esta também uma atriz famosa cujo filme mais emblemático  ela agora quer a todo custo protagonizar o remake apesar de estar velha para o papel.

maps-to-the-stars-poster1Julianne Moore está, claro, soberba como Havana, e ganhou a Palma de Ouro de Cannes de 2014 pelo papel. Há também Benji, um garoto que é aquela típica estrela teen famosa no mundo todo por uma série de filmes ( meio Macaulay Culkin, verdade), que com 13 anos, já é cínico, viciado em drogas e contaminado pelo mundinho nada glamouroso dos bastidores de Hollywood.

Como disse antes, é perturbador e hipnótico, deixa você sem fôlego e boquiaberto, construindo toda a tensão de forma cadenciada, porém firme. Vai além do lugar-comum, incita você a pensar, a ponderar, e apesar de ter umas cenas chocantes, consegue desembocar em um lirismo melancólico ao fim de tudo.