Crushes Literários

Oi, gente! Estava pensando: será que já fiquei tão empolgada com um livro que senti que, de alguma forma, o protagonista fosse meu crush? Sim! Então, vou listar aqui os carinhas do mundo ficcional que mais abalaram meu coração:

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  1. DARCY (livro: Orgulho e Preconceito) Ele é o personagem masculino que mais sabe tirar uma garota do sério, nos dois sentidos. Darcy é um jovem rico e aristocrático que pensa estar fazendo uma boa ação ao tentar afastar seu amigo de uma pretendente, mas, sem querer, acaba comprando briga com a irmã dela, Elizabeth. Mesmo quando não simpatizou com sua futura amada à primeira vista, Darcy sempre foi educado, e, o melhor: suas conversas com ela sempre foram interessantes e saborosas de acompanhar.

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PEDRO BALA – menino de rua, líder dos Capitães da Areia, cria da praia, do cais e das ladeiras de Salvador, é impossível você não simpatizar com Pedro Bala ( e com a forma pura com que ele se apaixona pela Dora). Pedro é valente, leal, amigo e o desejo por algo mais justo é um charme que faz com que ele seja atemporal.

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PARK( livro: Eleanor & Park)este descendente de mão asiática com pai norte-americano, totalmente cool, descolado, com um gosto incrível por quadrinhos e rock. Precisa dizer mais? Além de ser um dos meus crushes literários porque ele super faz meu tipo ( hahaha), há ainda a forma sincera com que ele se apaixona pela Eleanor.

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ARAGORN (saga O Senhor dos Anéis): ele começa a saga sendo chamado de Passolargo. Ao longo da narrativa, sua imponência guerreira, seu amor por Arwen e tudo o que enfrenta, na minha opinião, me fizeram gostar tanto de Aragorn que ele é um dos meus personagens favoritos dos três livros. O momento triunfal ( e que me fez suspirar, hehe) é quando ele volta para sua terra, Gondor, e finalmente torna-se rei.

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FERNANDO SEIXAS: mocinho de um dos melhores livros do nosso Romantismo, Senhora, de José de Alencar, o que eu mais gosto é que ele não começa e termina a história com a mesma personalidade. Fernando erra feio, erra rude com Aurélia, e a relação dos dois é tensa e cheia de percalços até que ambos amadureçam ( e ver como Fernando, mesmo assim, não perde seu charme, é incrível).

 

 

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Olimpíadas Book Tag

Oi, gente!

Pensando no clima que toma conta do nosso país, em que neste mês sediamos o evento esportivo mais importante do mundo, vou fazer aqui no LA esta tag que achei supercriativa e vi no blog Meu Amor pelos Livros ( https://www.youtube.com/watch?v=i257ygpG4gA). 

Cerimônia de abertura: o primeiro livro que você leu

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Acho que o livro que me abriu o mundo da leitura foi Na terra das onças, de Lúcia Pimentel Góes. Eu tinha 9 anos e o achei em meio às coisas da minha mãe, que ensinava crianças naquela época; lembro, inclusive, que eu escrevi minha primeira história baseando-me nesse livrinho!

País sede ( Brasil): seu livro de literatura nacional favorito

 

Ah, gente,  a literatura brasileira é até meu instrumento de trabalho, né ( para que não sabe, sou professora de gramática, literatura e redação). Não tenho um só preferido, mas vou citar um aqui que eu li umas três vezes e adoro: Ana Terra, que faz parte da saga O Tempo e o vento, de Erico Veríssimo.

Seleção Masculina: seu personagem masculino favorito

Vou ser bem clichezona, mas eu adoro o Mr. Darcy, de Orgulho e Preconceito. Acho que ele não é um cara de personalidade previsível, ele possui camadas interessantes que valeram a pena de serem descobertas.

Seleção Feminina: sua personagem feminina favorita

Hermione Granger! Há outras de quem eu gosto demais, como a Luna Lovegood ( também de Harry Potter), a própria Ana Terra que citei, mas a Mione ganha porque eu me identifiquei com ela logo de cara, com sua dedicação e nerdice escolar ( eu era a Hermione da minha turma), sua lealdade aos amigos, algumas atitudes racionais e protetoras que ela tem eu também teria… por isso, ela é muito significativa para mim.

Delegação Estrangeira: seu livro favorito de literatura internacional

Inverno do Mundo

Bom, vou citar um só livro dentre tantos que eu adoro ( aliás, eu não separo livro entre estas categorias de nacional e internacional, se eu curti não importa se ele tem um conteúdo que se passe no sertão nordestino, nas estepes russas ou em Nova York). Gosto muito de Inverno no Mundo, do Ken Follett. A trama ocorre em meio à Segunda Guerra Mundial, com foco variando entre a Europa  e o EUA.

Maratona: um livro por causa de um desafio literário

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Bom, eu procuro NÃO participar de maratonas ou coisas assim porque eu conheço meu ritmo, mas todo mês de outubro leio histórias com temática dark porque é o mês do terror, então, vou citar um livro que me hipnotizou ano passado: O Iluminado, de Stephen King.

Medalha de ouro: um livro que foi excepcional:

O Vermelho e o Negro, de Stendhal. Sério, que livro fabuloso! Um clássico perfeito, que fala sobre imprudência, arrogância, vontade de poder e ainda consegue ser deliciosamente divertido. Adorei!

Medalha de prata: um livro que foi quase excepcional:

 

 

 

Como eu era antes de você, da Jojo Moyes. A história é inesquecível, os personagens são ótimos, mas têm alguns momentos da narrativa em que eu acho que ela poderia ser mais objetiva.

Medalha de bronze: um livro que merece ser lembrado

 

O cão dos Baskerville, de Arthur Conan Doyle. Li este livro com uma aluna para quem dava aula particular e lembro que, apesar de ser uma história bem clássica de Sherlock Holmes, nós ainda levamos alguns sustos.

Tocha olímpica: um livro que fez seus olhos ficarem ardendo

Ah, quase todos os livros aos quais eu me apego me dão essa voracidade de ler até sentir a vista doer. Porém, acho que nenhum bateu o recorde de Harry Potter e a Câmara Secreta: nas duas vezes que o li, levei apenas um sábado e um domingo!

Cerimônia de encerramento: um livro que você está lendo no momento

Atualmente, Reparação, de Ian McEwan, que, aliás, há muito tempo eu queria ler e agora estou realizando este desejo!

 

 

 

Conto: Simples assim

Oi, gente! Estou buscando recomeçar a escrever, e nesta semana este conto saiu rapidamente da minha mente para o Word. Espero que vocês curtam!

Beijar-te é como beber água salgada... Enlouquece e não mata a sede. Só aumenta a vontade. Rosi Coelho***:

“É, eu ando em busca dessa tal simplicidade

É, não deve ser tão complicado assim

É, se eu acredito, é minha verdade

É simples assim” (Lenine)

-Quando você entrar, por favor, não faça barulho. – Ricardo pediu ao irmão.

– Pode deixar. Vou colocar pantufas ao adentrar seu glorioso apartamento.

– Pedro, não enche. Eu preciso terminar isso aqui.

O irmão caçula, Pedro, ficou olhando por alguns longos segundos seu irmão, Ricardo, que digitava curvado em frente ao computador.

30 anos, solitário, bonito até com a barba por fazer e o cabelo castanho desgrenhado. Jornalista, adorador de café, criava um gato rabugento e esnobe. Amava uma mulher que não sabia disso, que, por acaso era amiga deles de infância… e iria mudar-se para Londres dali a três dias como o namorado-quase-marido.

– Liga pra ela, seu panaca. – Pedro falou baixo, compadecido do irmão.

– Não vamos falar sobre isso, vamos? Eu me meto no seu namoro com o Fred? Não.

– A Sophia precisa saber o que você sente por ela. – o caçula bufou.

– Quem disse que ela não sabe? – Ricardo falou em tom controlado, frio.

Pedro arregalou os olhos, um pouco perplexo por Sophia já saber do tanto que seu irmão gostava dela e não ter feito nada. Aliás, nada não: ela estava mudando tudo. Mudando-se; fugindo.

Saiu e deixou Ricardo ali, sozinho.

Cerca de duas horas passaram-se até que a campainha tocou. Estava um dia chuvoso, cinzento, e será que o avoado do Pedro já perdeu a chave dele…

– Sophia?

Ela estava bastante molhada. Os cílios longos piscaram apressados; nervosa, Ricardo sabia. Ela toda era tudo o que ele mais gostava de conhecer, de reconhecer.

– Posso entrar? A gente pode conversar?

Ele deu espaço, ela entrou.

– Vai lá no meu quarto, pega uma blusa minha no armário. Você deve estar molhada até os ossos. – ele ordenou.

– A gente pode conversar? – ela repetiu. – Por favor.

– Vá se trocar, tá me dando agonia ver você ficando gripada e parada aí na minha frente.

Alguns minutos depois, ela voltou com uma camisa preta com listras brancas do Corinthians:

– Pronto? Mais alguma exigência de vestuário?

Sophia era bonita, mas de uma beleza bem dela. Pele morena clara, o cabelo longo, ondulado nas pontas, escuro como os seus olhos. Um sorriso franco, até mesmo desafiador, um jeito que Ricardo sentia como sendo o único que, até aquele momento da vida dele, era o preferido dele numa mulher.

– Veio se despedir? – ele sorriu, amargo. Estralou as costas: com as horas de digitação estavam doendo.

– Não.

– Hum… ok. – ele se sentou defronte a ela no sofá. – Veio lavar a roupa suja? Explicar por que naquele dia foi embora depois de a gente transar?

– Odeio você e sua objetividade… – ela recostou-se.

– Tenho que acabar essa matéria ainda hoje, Sô, então…

– Aquilo foi maravilhoso. Desculpa fugir quase à meia-noite sem nem me despedir.

– Chegou bem em casa?

– Sim, liguei pra um Über, ele veio rápido.

Silêncio. Ela faz um coque no cabelo cheio, escuro, longo, e deixou a pele do pescoço à mostra, acendendo algo em Ricardo que o fez se levantar:

– Café?

– Sim.

Eles eram assim há…

Ela reparou na silhueta dele andando pela cozinha preparando o café. Eles tinham o mesmo tamanho aos 9 anos, mas ele definitivamente crescera mais até chegar aos 1,85 de altura. Também sempre tinha sido um cara sem rodeios, sincero. Só não tão sincero a ponto de não expressar de forma aberta o suficiente que gostava dela, e não era como melhor amiga. Uma vida inteira tendo Ricardo ao seu lado… na escola, no mesmo prédio durante anos antes de ele se mudar e sair da casa dos pais, nas mesmas festas, nos mesmos círculos de amizade. E então, naquele dia em que ela o encontrou visitando os pais dele, e acabaram chegando até o lugar em que estavam agora, beberam, cantaram rock clássico a plenos pulmões e então ele disse, com o rosto muito próximo ao seu: “te amo. Vai embora não, Sô”.

O beijo que nunca tinha acontecido finalmente veio ao mundo; roupas foram deixadas de lado; suas línguas e mãos trabalharam deliciadas e, sim, foi bom. Muito bom. Ela lembra que verdadeiramente ele a fez feliz e gemer de felicidade. Mas, depois, um caminhão de confusão e culpa foi descarregado sobre ela, e Sophia se viu correndo, ligando para um carro vir buscá-la, e chorando até dormir às quatro horas da manhã.

– Tá forte, do jeito que a gente gosta. – ele colocou a caneca na mão dela.

– Eu não vou fugir hoje, Ricardo.

– Claro que não. Mas daqui a três dias, sim. – ele tomou um gole do café.

– Eu terminei com o Fabrício.

Ele a mirou sobre a borda da xícara:

– Eu tive algo a ver com isso?

– Não. Eu tive. – ela sorriu levemente. – Como eu iria ser feliz sem sua voz ao meu ouvido dizendo que me ama?

Ele baixou os olhos…

– Mas eu pensei que…

– Eu também pensei. Pensei tudo. Mas, de tanto pensar, estaria daqui a pouco em Londres, quando eu sei que o que aconteceu não foi em vão.

Ela colocou a xícara sobre a mesa de centro e Ricardo também; ele a acolheu em seus braços, num daqueles abraços demorados em que eles sabiam, era tão profundo que poderia fundir as suas almas.

– E o que acontece agora? – ele sussurrou. – Não é nessa parte em que a música tema do filme toca e os créditos sobem?

Ela sorriu mais abertamente:

– É nessa hora em que eu digo que meu melhor amigo foi muito idiota em não dizer que gostava de mim antes, mas que eu descobri há quase uma semana uma coisa muito importante: eu não quero te deixar. Eu vou ficar.

Ricardo sorriu, tocando o rosto de Sophia com carinho. Tudo parecia simples e verdadeiro, do jeito que sempre deveria ser.

Tag: 25 fatos literários sobre mim

Oie! O LA foi tagueado pelo blog Devaneadora de Ideias para que eu revelasse 25 fatos literários sobre mim, então, vamos lá 😀

  1. Eu comecei a ler porque eu queria saber o que acontecia nas historinhas da Turma da Mônica. Minha mãe me ajudou a formar as palavras e eu acabei lendo sozinha pela primeira vez um gibizinho da Magali.                                                                           turma da mônica
  2. Eu amo tanto quadrinhos que colecionei as revistas da Turma da Mônica dos 7 aos 13 anos;
  3. Eu escrevi meu primeiro “livro” ( uma história de 45 páginas em um bloco de papel) aos 9 anos;
  4. Ler é tão importante e vital para mim que eu acabei me formando em Letras rsrs    
  5. Quando entro numa livraria, me sinto num santuário. Gosto de tocar as lombadas dos livros, abri-los, sentir o cheiro de novo fundindo-se com o do café, analisar as capas, as orelhas…
  6. Meu maior sonho é publicar um livro 😀
  7. Escrever para mim é terapêutico.  
  8. A minha série de livros favorita, disparadamente, é Harry Potter: sinto muito orgulho de ser fã, de ter acompanhando os lançamentos de livros e de filmes e de ter feito muitos amigos por causa da saga;
  9. O maior livro que li foi O Senhor dos Anéis, volume único (1232!)
  10. Eu não gosto de livros de autoajuda;
  11. Eu tinha muita rejeição em relação ao livro “A Moreninha” porque, quando tinha 10 anos, minha mãe me fez lê-lo;
  12. “Tonico”, de José Rezende Filho ( coleção Vaga-lume) e “Histórias da Turma”, de Márcia Kupstas, foram os primeiros livros que li mais de uma vez na vida ( isso entre os 9,10 anos);
  13. Momentos literários com os quais chorei: a morte de Dumbledore em HP e o Enigma do Príncipe e quando a rua de Liesel é bombardeada em A Menina que roubava livros
  14. Adoro livros que misturam ficção com fatos históricos reais;
  15. Eu realmente acho que a Capitu não traiu o Bentinho rsrs;
  16. Escritores que não devem ser simplesmente lidos, mas degustados: Clarice Lispector e Guimarães Rosa. No caso deles, a pressa é mesmo inimiga da perfeição, não consigo ler nada deles se não for saboreando cada palavra;
  17. Eu queria conhecer a J.K.Rowling, sério. Tomar um café com ela, conversar, pedir dicas, trocar ideias. Gosto muito e a admiro bastante.  
  18. Adoro quando meus alunos demonstram interesse por um livro! Fico toda orgulhosa por eles!
  19. Meu poema preferido é Tabacaria, de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa;
  20. Almoço rapidinho em alguns dias dá pra eu retirar uma hora entre um trabalho e outro para eu poder ler um livro;
  21. A literatura, realmente, é uma das coisas de que eu mais adoro na vida; 
  22. Quando estou pensando em escrever algo é como se os personagens falassem comigo dentro da minha cabeça (meio louco, talvez?);
  23. Ler Drummond me acalma;
  24. Quando leio tudo à minha volta some: o que há é apenas eu e a história ali à minha frente;  
  25. Os livros são os melhores companheiros que alguém pode ter. Um bom livro te ensina, te faz viajar, te torna uma pessoa melhor ao término dele. Os melhores livros que li me fizeram ver o mundo e as pessoas de outras formas; por isso, eu, provavelmente, não viveria sem eles.

 

 

Uma Palavra

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Uma palavra após a outra

São como passos

Uma

Outra

Respiração compassada

Buscando dentro de mim

Tudo de novo

Traduzindo

Identificando

Escaneando

Uma palavra para as notícias do jornal

Que me atingem como soco no estômago

Jovens apanham porque querem uma educação melhor

Enquanto corvos bicam a chefe da nação

Como pássaros de Hitchcock

Uma palavra

Para quem não quer entender nada

E insiste em estar certo

Enquanto você grita não, não, não

Uma palavra

Que sai engasgada

De dentro do meu coração

Que é corinthiano

Que é frio e racional

Aquariano

Que também sofre, quer, esperneia

Ama

Uma palavra

Para descrever o livro que está lendo

E o espanto eterno diante de um verso novo

Drummond, Pessoa, Bandeira

E o mundo é outro e eterno de novo

Uma palavra

Para os amigos que somem

Para os amigos que a vida consome

Para aqueles de longe

Mas que estão tão perto

Meu Deus, uma palavra

Para Te Louvar

Para dizer que provavelmente sem Ti

Eu não seria nada

Uma palavra

Para estes versos modernistas

Uma palavra

E eu só preciso de uma

Para toda a tessitura ser trançada mais uma vez