Resenha de Fahrenheit 451

fahren3Olá! Como expliquei no post passado, o fim de fevereiro e o início de março foram megacorridoss, mas vamos atrás do tempo perdido!

Uma das premissas que mais me chamou a atenção na distopia Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, foi o fato de que a sociedade chega a um ponto em que queimar os livros e tratá-los como ameaça de Estado torna-se regra, coisa comum. É difícil amar tanto literatura e ler as descrições de como os bombeiros trabalhariam no futuro sombrio delineado pelo autor, em que, ao invés de apagar, eles ateiam fogo.

Fahrenheit-451

Guy Montag, um bombeiro pacato, começa a ouvir as palavras de sua vizinha, Clarice McClellan, que fala sobre um mundo em que as pessoas leem, têm conversas sobre coisas “de verdade” e veem a beleza da natureza. A garota vai incutindo na mente de Guy de que um mundo diferente é possível, e que os livros que ele queima, de repente, podem conter o caminho para isso. Aliado à crise em casa pela qual ele passa, porque sua mulher se afunda em remédios que entorpecem sua percepção e só quer saber de contato virtual, ele vai  fundo atrás de suas próprias verdades.         fahrenheit-451-el-terror-de-un-mundo-sin-libros_118267.jpg_24661.670x503

O livro é dividido em três partes, mas, sinceramente, apenas a terceira me deu realmente “aquela” vontade de ler o livro. Sabe quando você lê uma história, acha-a muito bem escrita, mas falta um quê? Um tchan? Pois é. Para mim, Fahrenheit 451 peca na maior parte do tempo em sua falta de ritmo. Dá uma certa impaciência quando Guy não parece ir a lugar nenhum ao lado de uma esposa fútil, demora a ler os livros, e, além disso, não concordo com o autor ao eliminar a personagem Clarice, que tinha potencial e era carismática.

Farenheit451Assim, Fahrenheit 451 só ganha fôlego quando o protagonista chuta o balde e decide fazer uma revolução baseada no poder dos livros, mesmo que seja quase uma revolução de um homem só. Ele enfrenta o seu chefe, foge, é perseguido e esta parte do livro é tão intensa e envolvente que eu acabei rapidamente. Ou seja: a mensagem do livro e a escrita primorosa de Ray Bradbury são pontos preciosos, porém a trama se desenrola em um ritmo mais lento do que talvez estejamos acostumados, ela é mais reflexiva, você sente falta da ação. Porém, quando Guy decide ler e enfrentar um sistema massificador, seu drama ganha densidade. O leitor torce por ele, e torce por um mundo em que a cultura e a leitura persistam.

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6 comentários sobre “Resenha de Fahrenheit 451

  1. Eeebaaaaaa vamos conversar sobre Farenheit 451!
    Na minha opinião, o livro não ganhou fôlego em momento algum. O ritmo também foi um problema.
    Concordo com você: acho que a premissa é brilhante e a escrita do autor é boa (descrições, linguagem, etc.). Mas ele não sabe executar bem as suas ideias. Parece que ele ficou no raso das coisas quando deveria aprofundá-las (sério, eu esperava um livro genial, com questionamentos profundos sobre a sociedade, etc. E encontrei um relato sobre um cara que ficou curioso e não sabia muito bem o que estava fazendo).
    Ele deixa muitas pontas soltas: CADÊ CLARICE?!?! A moça é o motor de toda a mudança na vida dele, e simplesmente some! Que escritor é esse?!
    Já deu pra perceber que vejo muitos defeitos no Bradbury, né? Li há pouco tempo um livro de contos dele, e achei que ele incorre nos mesmos erros. 😦 É uma pena, porque suas ideias são ótimas.
    Vc já leu 1984, né?
    Beijooo! Adorei saber sua opinião!
    Nati

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  2. Oie!
    Então, eu já até peguei esse livro para ler, mas o ritmo lento me deu tanta agonia que não consegui continuar com a leitura. Mas agora que eu adquiri mais experiência no mundo literário, acho que irei retomar a leitura. Adorei a resenha, eu já sabia um pouco sobre o livro, mas só o básico dos básicos.

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