FILMES VISTOS EM JANEIRO! ( E uma série nova também)

Olá!

Uma das promessas que fiz a mim mesma neste ano foi: preciso ver mais filmes. Muita coisa boa é lançada, ou existe há anos, e eu quase nunca assisto, pelos mais variados motivos. Mas isso mudou!, hehe. Em janeiro vi filmes muito bons, de épocas e temáticas variadas, e também comecei a ver uma série nova. Portanto, vamos lá comentar sobre eles. Lembrando duas coisas importantes:

  • Não chegam a ser resenhas dos filmes, pois há alguns aspectos relativos ao cinema que eu não domino. São impressões minhas, ideias, opiniões.
  • Eu tenho um gosto variado, mas eu não perco meu tempo para ver um filme que não me acrescente em nada. Portanto, coisas como Transformers ou Velozes e Furiosos simplesmente não têm vez comigo.

Quanto mais quente melhor ( 1959) :

Um filme muito, muito divertido, que tem um elenco maravilhoso com o timing perfeito para a comédia ( Marilyn Monroe, Tony Curtis, Jack Lemmon)e dirigido por Billy Wilder. Dois amigos músicos assistem sem querer a um assassinato e passam a ser perseguidos pela máfia. Sem saída, acabam se disfarçando de mulheres e entram para uma banda feminina, em que conhecem Sugar (Marilyn Monroe). Um deles se apaixona por ela e decide se passar por milionário, enquanto um ricaço de verdade se apaixona pelo outro. É muito legal ver como a comédia é irônica, cheia de diálogos irresistíveis e que permanecem saborosos até hoje!

Um senhor estagiário (2015):

Sabe aquele tipo de filme que não era bem o que você estava procurando para assistir, mas começa e de repente, já está achando tudo tão delicinha que ficou satisfeita no final? Pois é. Dirigido por Michael Lange, traz Ben ( Robert de Niro), um senhor viúvo, aposentado, que está entediado com a rotina até que aceita participar de um programa para estagiários em uma empresa de e-commerce comandada por Jules ( Anne Hathaway). Há o conflito de gerações entre eles, e acho que muitas mulheres podem se identificar com Jules: ela é jovem, independente, mas às vezes, cuidar de uma empresa, da família e de todas a outras coisas podem ser enlouquecedoras, e Ben vai ajudar a chefe a ser mais centrada, além de dar aquele ombro amigo de que todos precisamos de vez em quando! Gostei muito desse filme!

P.S:. Quando ela o ensina a fazer um facebook, adorei essa cena rsrs ❤

Whiplash ( 2014)

O subtítulo que ganhou aqui no Brasil caiu como uma luva: em busca da perfeição. O filme mostra de forma perturbadora a dedicação paranoica de Andrew Neyman ( Miles Teller) para se tornar uma nova lenda do jazz. Baterista, ele entra para uma renomada escola de música e tem seus limites testados drasticamente por um professor genial e doentio ao mesmo tempo, Terence Fletcher ( J.K.Simmons, irretocável). Tudo o que Andrew faz é com a finalidade de se superar e mostrar que é capaz, e nem o que sente por Nicole ( vivida por Melissa Benoist, a Marley do Glee e atual Supergirl da série homônima) refreia sua ambição quase fanática de se tornar um grande nome do jazz. Um filme que te envolve, arranca diferentes emoções de você e que tem uma trilha sonora incrível.

E você achando que o J. K. Simmons era estressado com o Peter Parker…

Festim Diabólico ( 1948)

 

Uma pérola da filmografia de Alfred Hitchcock, é o tipo de obra que te faz refletir sobre ética, moral e que permanece atual e afiadíssimo. Eu tomei conhecimento dele justamente através da apostila de filosofia de uma aluno meu; lá, a trama do filme era tomada como exemplo sobre os embates éticos que podem surgir dentro da sociedade. Este é o cerne da sua trama: será que alguns são superiores e estão acima de certas convenções? Será que outros são mais “simplórios” e suas vidas não farão falta? Uma curiosidade sobre ele é que foi gravado em plano-sequência: a ação se dá toda durante uma pequena festa na casa dos protagonistas, e a naturalidade com que os atores andam em cena pelo apartamento fictício dá a impressão de que você está assistindo a tudo em tempo real. A inteligência da história, dos diálogos, a megalomania e o pânico dos rapazes que vivem juntos ( uma situação que hoje vemos como claramente eles eram gays) e o assassinato que aos poucos é revelado ao professor de filosofia que eles queria impressionar tornou este um dos filmes mais fascinantes que eu já vi.

Kingsman ( 2015)

A premissa desse filme é usar o mais do mesmo para fazer uma história divertida e que traz uma variante do estilo “filme de espiões”, cuja maior referência de todas são os filmes de James Bond. Está tudo lá, a agência secreta e armas mirabolantes, agentes charmosos e bem treinados, um vilão caricato que quer dominar o mundo… mas a estética que flutua entre o vintage e o contemporâneo deixa a história que envolve Gary “Eggsy” Unwin ( Taron Egerton) e o agente Galahad ( Colin Firth) com gosto de coisa nova. A trilha sonora é maravilhosa ( o que é o início do filme começando com uma ação da agência Kingsman ao som de Dire Straits?!) e o filme, realmente, diverte. Aliás, vem sequência por aí!

Billy Elliot ( 2000)

billy-elliot

Eu já havia assistido a esse filme há muitos anos, acho que na primeira vez que passou na TV aqui no Brasil ( se eu não me engano, numa Tela Quente dessas aí da vida). Um dia desses, estava em casa, zapeando canais, e vi que ele estava passando no TCM. Comecei a ver e, quando percebi, quase duas horas tinham passado! A história é fascinante: em 1984, numa cidadezinha do interior da Inglaterra, Billy ( Jamie Bell) é levado pelo pai a treinar boxe, mas por acaso conhece as aulas de balé e se apaixona pela dança. O contexto da greve dos mineiros da qual o pai e o irmão mais velho do garoto participam dessa vez em que assisti ficou muito mais claro para mim ( e dessa vez, pude apreciar toda a sequência vertiginosa da perseguição ao irmão dele que fugia da polícia pulando os muros e billy-elliot-ne9tinvadindo as casas do bairro ao som da legendária London Calling, da banda The Clash.) Tudo faz você se sentir como um grande torcedor do Billy, seja para vencer os desafios para se tornar um grande bailarino, seja para vencer o preconceito. Um dos melhores filmes da última década!

Série de janeiro: 

 

Sabe quando você se organiza e calcula quanto tempo vai precisar para completar a temporada das séries de que você gosta, mas tudo vai abaixo porque você descobre outra série maravilhosa e acaba se viciando? Pois, já no primeiro episódio fiquei muito vidrada em Mr. Robot. A série bombou nas últimas premiações e de tanto ver o nome de Rami Maleck indicado, principalmente, fiquei curiosa para ver uma produção que muita gente elogiou. Eu já conhecia a atuação de Rami por causa de The Pacific, mas aqui ele está

Esse visual do Elliot  já deve ser um clássico do mundo das séries rs

incrível passando todas as nuances da mente atormentada do hacker Elliot Alderson, que conversa com um alter ego, hackeia pessoas compulsivamente, não consegue ter muitas relações pessoais e que se envolve em uma trama de violência, crimes, mortes, disputa por dinheiro e muita treta . Enfim, essa crítica que li no G1, de Claudia Croitor, ( link para ela: http://g1.globo.com/pop-arte/blog/legendado/post/mr-robot-candidata-melhor-serie-do-ano.html) tirou as palavras da minha boca:

Parece série muito nerd, e é, mas os caras capricharam tanto, em tudo – é bem escrita, bem dirigida, aquelas coisas todas que nos deixam tão felizes com uma série boa. Fora que Rami Malek, que vive Elliot, é incrível, com seu capuz e seus olhos esbugalhados. E a série é muito esperta, consegue falar desse universo hacker sem soar fake ou bocó. E, mais importante, a história é ótima e os personagens são demais – Elliot, o chefe dele, sua colega de trabalho, sua fornecedora de drogas, a turminha esquisita dos hackers, especialmente o misterioso Mr. Robot (vivido, veja você, por Christian Slater), o executivo meio “psicopata americano” com sua esposa nórdica top model…
O primeiro episódio é um dos melhores primeiros episódios que eu vejo em muito tempo – tanto que por causa dele a série ganhou uma segunda temporada antes mesmo de estrear nos EUA. E os episódios seguintes seguram a expectativa do primeiro: a história evolui lindamente, a gente vai descobrindo que nada é muito o que parece ser, ou é. Chega tipo no oitavo e sua cabeça tá explodindo, no bom sentido.
Não vou falar muito mais não para não ficar dando spoilers involuntários, mas se eu fosse você eu ia atrás agora.

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10 comentários sobre “FILMES VISTOS EM JANEIRO! ( E uma série nova também)

  1. Assisti Whiplash e fiquei completamente boquiaberta com o filme! É incrível como captaram todas as sensações, os sentimentos, a obsessão! É uma mistura de angústia com se sentir instigado o tempo todo haha. E senhor estagiário achei uma comédia fofa e leve, para passar o tempo! Tem um com a Rachel Mcadams, ”morning glory” – uma manhã gloriosa que segue a mesma leveza! Super indico 🙂

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  2. Oie! Então, seguindo o seu conselho… Estou aqui haha. Desculpe a ausência!
    Eu vi vagamente Um Senhor Estagiário por aí, mas não me chamou a atenção… Até agora. Confesso que os atores foi o que me fez mudar de opinião. Como não gostar desses dois? E aposto que deve ser mesmo engraçado. Onde trabalho, eu sou a mais nova e ter gente de uns 50 anos lá, e a relação que mantenho com eles, em relação à tecnologia, é parecida hahaha. Já quis ver Whiplash por causa do Miles Teller e, com certeza, o verei até o final das férias. Aliás, eu tinha me esquecido que a Melissa participava. Há um tempo, eu fiz uma lista de filmes com temática LGBT para assistir e Billy Elliot entrou nela, mas, até agora, ainda não vi. Dois que seguem a temática, e que devem ser ótimos, são Tomboy e Minha Vida em Cor de Rosa.

    Love, Nina.
    http://ninaeuma.blogspot.com/

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