Contos natalinos ( para ler no restinho de dezembro)!

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Antes de mais nada, sim, estou postando algo sobre o Natal quando o juiz já levantou a plaquinha indicando os minutos de acréscimo, mas… ah, eu formulei com tanto amor este post na minha folga do feriado ( e, além do mais, já vou logo dizendo no título: é sobre Natal, mas você ainda tem até o dia 31/12 para curtir). Portanto, Ho Ho Ho para todo mundo! Feliz Natal, amor, luz, e que, mesmo se você não for cristão, que a mensagem do nascimento da esperança se faça presente em sua alma ❤

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Estes contos da lista são maravilhosos e vão te fazer reconhecer a   atmosfera da época nas mais variadas nuances.

O primeiro da lista é Natal na Barca, de Lygia Fagundes Telles ( link para leitura: http://www.releituras.com/lftelles_natal.asp). Uma mulher estava viajando naquela embarcação, perdida em si, quando um milagre de Natal acontece bem ao seu lado:

— Acordou?!

Ela sorriu:

— Veja…

Inclinei-me. A criança abrira os olhos — aqueles olhos que eu vira cerrados tão definitivamente. E bocejava, esfregando a mãozinha na face corada. Fiquei olhando sem conseguir falar.

— Então, bom Natal! — disse ela, enfiando a sacola no braço.

Outro conto natalino que adoro é O Peru de Natal. de Mario de Andrade natal foto para o blog(http://www.releituras.com/marioandrade_natal.asp). Divertido, mas com um pano de fundo meio tocante: um filho tenta convencer a mãe e o restante da família a se permitir saborear um peru de Natal de verdade, com tudo o que tem direito, a despeito da morte do pai que sempre tinha sido comedido em vida, e que nunca os deixava aproveitarem uma farta ceia de Natal.

Morreu meu pai, sentimos muito, etc. Quando chegamos nas proximidades do Natal, eu já estava que não podia mais pra afastar aquela memória obstruente do morto, que parecia ter sistematizado pra sempre a obrigação de uma lembrança dolorosa em cada almoço, em cada gesto mínimo da família.

O conto A árvore de Natal na Casa de Cristo, de Dostoiévski (http://www.paralerepensar.com.br/natal_arvoredecristo.htm) mostra o lado do Natal mais triste, aquele em que a gente não gosta de lembrar que existe mas, no entanto,  o encaramos todos os dias do ano.

Ah! uma grande vidraça, e atrás dessa vidraça um quarto, com uma árvore que sobe até o teto; é um pinheiro, uma árvore de Natal onde há muitas luzes, muitos objetos pequenos, frutas douradas, e em torno bonecas e cavalinhos. No quarto há crianças que correm; estão bem vestidas e muito limpas, riem e brincam, comem e bebem alguma coisa.

Sacrifícios para manter não só a tradição, mas a esperança em dias melhores que acende no Natal aparecem no conto O Presente dos Magos, de O. Henry (http://www.baratosdaribeiro.com.br/clubedaleitura/2008/04/18/o-presente-dos-magos-de-o-henry/).

Amanhã seria Dia de Natal e ela tinha apenas um dólar e oitenta e sete centavos para comprar o presente de Jim. Estivera a economizar tostão por tostão havia meses, e esse era o resultado. As despesas tinham sido maiores do que calculara. Sempre são.

E os dois últimos que destaco são do fofíssimo livro O presente do meu grande amor: doze histórias de Natal, da editora Intrínseca, em que escritores da atualidade, muito conhecidos pelos seus romances YA deixaram contos muito bacanas sobre a época natalina. Cito dois que amei: É um milagre de Yule, Charlie Brown, de uma autora que não conhecia mas já gostei, a Stephanie Perkins. Na história, Marigold se interessa pela voz de um rapaz e quer que ele duble uma das suas animações que ela produz e coloca no youtube. Ele vende árvores de Natal, e é um pinheiro que introduz o amor na vida dois dois.

Mas esse Garoto das Árvores de Natal tinha algo que os outros não tinham. Algo de que ela precisava e só ele podia oferecer. Ela precisava da voz dele.

O outro é um conto que extrapola na fofura ao mostrar que é preciso acreditar na magia do Papai Noel mesmo sendo adulto: Papai Noel Por um Dia, de David Levithan. Connor convence seu namorado judeu a se vestir de Papai Noel e aparecer em sua casa para que sua irmanzinha caçula não desconfie de que o Bom Velhinho não existe. Mas não é só a menininha que se comove; a experiência acaba mexendo com todos.

É difícil não se sentir um pouquinho gordo quando seu namorado pede que você seja o Papai Noel. — Mas eu sou judeu — digo. — Seria diferente se você estivesse me pedindo para ser Jesus. Ele, pelo menos, era integrante da minha tribo, e fica bem de sunga. Além disso, ser o Papai Noel exige certa dose de alegria, enquanto ser Jesus só exige que você tenha nascido.

Então, Feliz Natal!

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