Resenha de O Duque e Eu

O-Duque-e-Eu

Eu praticamente devorei O Duque e Eu em um dia! Rsrsrs

Fazia parte do meu desafio para a maratona de carnaval; comprei este romance da Julia Quinn ano passado e agora o li. É o início da série “Os Bridgertons”, em que conhecemos a enorme família de irmãos belos, sedutores e que vão arrasar corações ao longo de oito (!) livros.

Não costumo ler muito livros assim, mas desde Ligeiramente casados, de Mary Balogh, tenho aberto espaço para eles. O_DUQUE_E_EU_1364482176BLembram do que eu tinha dito na resenha justamente de Ligeiramente casados? Que esses livros são uma espécie de mistura de Jane Austen com Nora Roberts? Rsrsrs. Pois é. O Duque e Eu segue na mesma linha: um cenário grandioso, títulos de nobreza, uma Inglaterra de 1813 e bailes e mais bailes.

Acho que, em termos de descrição, o livro de Mary Balogh ganhe mais alguns pontinhos. Porém, apesar de ter querido mais descrições dos bailes e da sociedade em geral, gostei dos protagonistas, Daphne Bridgerton e Simon Basset, o duque de Hastings.

Daphne é a quarta Bridgerton, sendo a mais velhas das filhas. Muito ligada aos irmãos, e eles a ela, a moça anda sofrendo com as cobranças para arranjar um noivo e se casar logo, pois já estava ficando “velha”( já era a sua segunda temporada na sociedade). Daphne vê que tem um certo “problema” em se relacionar com os caras: ela acha que eles apenas a veem como uma amiga.

De fato, ela não é uma heroína cheia de frufrus, pois, com três irmãos mais velhos, ela aprendeu algumas coisas sobre os rapazes e a se defender. Foi justamente o seu jeito mais prático e irônico de ser que chamou a atenção de Simon, o duque, que era o melhor amigo do irmão mais velho de Daphne, Anthony.

Tudo seria um ótimo conto de princesa se Simon não tivesse sido duramente rejeitado pelo pai na infância ao demonstrar problemas com a fala. Aliás, gostei deste ponto do livro, o de dar um escopo mais psicológico aos problemas do protagonista. A vida toda dele foi fazer coisas que desafiassem o pai, por isso, após a faculdade, Simon teve uma fase meio “vida loka”, o que lhe deu a fama de “libertino” ( um cachorrão, digamos, nos dias de hoje).

Anthony não gosta de ver que o duque está se aproximando da irmã, mesmo que a relação entre Simon e Daphne comece na base da amizade: eles fingem ter um interesse um no outro para ele não ser perseguido por moças casadoiras e suas mães ansiosas nos bailes, e ela poderá ser cobiçada e escolher alguém que a agrade. O arranjo daria bem, desde que ambos não se sentissem progressivamente atraídos um pelo outro, mesmo que Simon tenha uma teoria de não querer casar de jeito nenhum, como se, mesmo morto, ainda tivesse que punir seu pai de alguma forma para não passar o título do seu ducado a mais ninguém.

Daphne é uma mocinha bem agradável de uma história romântica, vai à luta pelo o que acredita, encara os irmãos de igual para igual e também o duque. É legal ver que, apesar de ser uma história de época, e às mulheres caber tão poucos direitos, a autora não a tê-la feito um ser passivo e sofredor.

Gostei do livro, e achei legal também o fato de ter sempre nos inícios dos capítulos as “crônicas de Lady Whistledown”, uma espécie de “blog do Téo Pereira” dentro do livro em que esta Lady misteriosa desfia as maiores fofocas e comentários ácidos sobre a aristocracia inglesa.

Portanto, se você curte um bom romance de época, saboroso, leve e com personagens carismáticos, O Duque e Eu é uma ótima pedida!

Ilustração do numeroso e    arrasa-corações dos Bridgertons.
Ilustração do numeroso e
arrasa-corações clã dos Bridgertons.
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12 comentários sobre “Resenha de O Duque e Eu

  1. A Julia Quinn tem isso de entrar bastante no psicológico dos seus personagens, é uma das coisas que mais gosto na escrita dela, porque como estudante de psicologia eu tenho essa mania de estudar todo mundo mesmo sem perceber hahaha
    Você ainda não leu os outros, né? São todos igualmente incríveis. O terceiro e o quarto estão entre os meus preferidos, embora todos os rapazes da família sejam apaixonantes a sua maneira.
    Ótima resenha 🙂
    Beijo

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  2. Achei este livro adorável! Quando comecei a ler Julia Quinn, esperava que não fosse me prender tanto quanto me prendeu, a ponto de eu sentir necessidade de ler praticamente tudo que ela escreveu hahahah Acho que as histórias dela têm um humor divertido e adoro o fato de as mocinhas sempre serem mais independentes!

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  3. Gostaria de dizer que estou louca para ler esses livros, mas não estou. Parei de gostar de romances de época, pois, depois de ler uns dez, percebi que todos eles têm quase a mesma fórmula. Mas gostei do fato dessa personagem ser mais independente e menos “mocinha”, lembrou-me um pouco as personagens da Meg Cabot em seus livros adultos. Gostei muito da resenha, embora eu realmente não sinta vontade de conferir o livro.

    Love, Nina.
    http://ninaeuma.blogspot.com/

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    • HUahuahua, pois é, eu li dois e já saquei a fórmula, Nina, o diacho é que botam a família do povo do tamanho de um bonde só pra gente querer ler o resto da série kkkkkkk. Bjus, amiga

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  4. Gostei, Karla!!!!! Também não é muito o meu tipo de livro, mas estou lendo um da Jane Austen (A abadia de Northanger) e – surpresa! – gostando! 🙂 É meio paradinho para os dias de hoje, e eu prefiro livros mais profundos em termos psicológicos, mas estou achando divertido! Esse parece ser na mesma pegada!
    Beijos!

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