Resenha: Ligeiramente Casados

ligeiramente casados

Oi, gente!

A resenha hoje é de “Ligeiramente casados”, de Mary Balogh. Um livro na linha que eu denomino de “quando Jane Austen encontra Nora Roberts”, me deixou curiosa pela capa delicada e pelo enredo que se passa no século XIX. Não, eu não sabia que era o início de uma saga, descobri ao folhear o livro um pouco depois, mas é uma história que realmente conseguiu me prender.

A autora é uma inglesa que se diz admiradora do período em que ambienta suas histórias, o de uma Inglaterra aristocrática e cheia de pompa. A trama de “Ligeiramente casados” começa quando o capitão Percival Morris está à beira da morte na última batalha da guerra da Inglaterra contra a França napoleônica, e pede a seu superior, o coronel lorde Aidan Bedwyn, que leve pessoalmente a notícia para sua irmã. Como algum tempo antes o coronel tivera sua vida salva pelo capitão, e como Aidan põe a honra acima de tudo, ele vai até o Solar Ringwood para dar a tão penosa notícia à Eve Morris.

Eve é uma jovem que cuida de uma propriedade próspera e de várias pessoas que muitos julgam como “rejeitados pela sociedade”. Seu maior amor vai para os órfãos que cria como filhos, e ela espera ansiosa pela volta do irmão da guerra, por motivos que vão além do sentimento fraterno: o pai deles, antes de morrer, com raiva de a filha não ter aceitado nenhum dos pretendes com os quais ele quis casá-la, deixou-a de posse dos bens da família por apenas um ano, Depois deste prazo, tudo passaria para o filho mais velho, que já havia combinado um arranjo com a irmã. O problema, com a morte de Percival, é que Eve fica prestes a perder tudo para um primo inescrupuloso, e é no meio dessa confusão que Aidan, com sua conduta de nunca voltar atrás com a sua palavra, acaba salvando a moça com um casamento-relâmpago (e que deveria ser de conveniência).

Eve logo fica sabendo que casar com um nobre de uma das famílias mais importantes do país não é fácil e que há compromissos sociais que ela, que se torna uma lady, deve cumprir. A história fica muito deliciosa neste ponto, pois temos a descrição de situações e costumes de época que eu, como uma amante de História, adoro. A leitura não é enfadonha, pelo contrário; li tudo em três dias, e me diverti bastante. casal séc 19

É um livro para se divertir? Sim. Tem um monte de clichês romanescos, reviravoltas, rasgação de amor, etc, etc. Por isso mesmo, por não ser pretensioso, é uma leitura que cumpre o papel de entretenimento. Mas, tenho que ressaltar, os protagonistas são “cabeça-dura”, meio turrões, e vê-los se abrindo para um casamento inesperado e do qual eles achavam que não sairia nada é bem legal.

Eu me interessei muito pela série, provavelmente vou ler os outros livros dela, e também já tenho na estante “O Duque e Eu”, da Julia Quinn, que segue a mesma linha. Se vocês gosta deste tipo de romance “quando Jane Austen encontra Nora Roberts”, recomendo com certeza “Ligeiramente Casados”!

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8 comentários sobre “Resenha: Ligeiramente Casados

  1. Oi, Karla!
    Fiquei fascinada pela definição “quando Jane Austen encontra Nora Roberts”. Apesar de ter lido apenas dois livros da Jane Austen, já sou absolutamente fascinada pela autora, e dois livros da Nora Roberts também me fizeram gostar de sua escrita, apesar de não ser bem minha praia. Dito isso, estou realmente interessada em “Ligeiramente Casados”. Também amo história e sou apaixonada por romances de época/romances históricos, então já posso imaginar que será uma delícia ler. E me deixa ainda mais curiosa o fato de ser uma série. Acho que vale a pena o investimento 😀
    Beijos e ótima semana ^^

    http://confissoesdeumleitor.wordpress.com/

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  2. Eu ammmeeeeeiiii esse livrooooo! Foi o primeiro romance histórico que li e me apaixonei pelo gênero, já coloquei vários na minha lista de compras. Quando Jane Austen encontra Nora Roberts o resultado é a perfeição! rs
    Um beijo da Anne 😘

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  3. Adoro esse tipo de romance, acho que é mais leve e mais “sedutor”, mas eu já tive a minha cota de romances de época. Já li tantos que acabei enjoando. É que, depois que você lê um monte desse gênero, percebe que há sempre uma fórmula que é igual em todos, daí meio que perde a graça. Mas que bom que você gostou, já li muita gente falando bem dessa série e também do livro da Julia Quinn.

    Love, Nina.
    http://ninaeuma.blogspot.com/

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