“A Metamorfose” – Franz Kafka

metamorfose1

Oi, gente!

Este livro do qual teremos resenha hoje é um clássico daqueles que eu amo indicar e que, na minha humilde opinião de professora de literatura, é indispensável. Estou falando de “A Metamorfose”, de Franz Kafka.

Não o li recentemente, mas foi neste ano 🙂

metamorfose kafkaLembro-me de estar procurando por alguns livros no meu local de trabalho e me deparar com uma edição bem simples deste livro. De cara, peguei e só desgrudei quando acabei.

É uma obra, no mínimo, perturbadora, que mexe com você e te faz refletir sobre a vida, sobre seu papel nela, dentro da sua família e sobre o que te move. O livro é uma metáfora sobre valores, diferenças de atitude, sobre “o quão você é realmente importante”.

A trama narra como o pacato Gregor Samsa, um caixeiro-viajante, um dia acorda transmutado em um inseto. Seu trabalho é a principal fonte de renda da família, constituída por pai, mãe e a irmã caçula. Ele não gosta do chefe, nem do trabalho, mas segue sua vida como uma obrigação à qual deve obedecer irremediavelmente, até este dia fatídico.

Gregor se sente mal, indisposto, e coisas diferentes começam a acontecer com o seu corpo. De humano ele se transmuta em uma barata, o que não é logicamente explicado ao longo da história, mas isso deve ser levado em consideração pelo fato de ser uma alegoria, ou seja, um recurso estilístico do autor para abordar temas mais complexos.

A família de Gregor, que dependia dele, vai progressivamente isolando-o dentro do quarto, por repulsa a sua nova condição. Apenas sua irmã ainda tem um pouco de compaixão, mas ele mesmo se mostra constrangido e vê como aquela condição de “ser inseto” é limitadora.

E, à medida que a sua nova forma vai se consolidando, que todos veem que ele não vai mudar, os que antes dependiammetamorfose2 de Gregor dizendo-se incapazes de trabalhar muito acabam aprendendo a se virar, o que, consequentemente, vai os afastando do filho mais velho. O tratamento passa a ser cada vez mais duro, pois ele é “a coisa” que precisam esconder, que os envergonha, e que não ajuda mais em nada: um fardo.

Ao final, Gregor escuta a irmã, de quem tanto gostava, tocando violino na sala e vai até lá. O pai o expulsa, atirando maçãs nele, acuando o filho/inseto dentro do quarto. Rejeitado, machucado e abatido, ele não resiste aos ferimentos e morre.

A escrita de Kafka é seca, objetiva, mas consegue te envolver de uma forma singular, tornando impossível você não sentir, de uma certa forma, tudo o que Gregor sentiu.

“Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranqüilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso. Estava deitado sobre suas costas duras como couraça, viu seu ventre abaulado, marrom, dividido por nervuras arqueadas, no topo do qual a coberta, prestes a deslizar de vez, ainda mal se sustinha. Suas pernas, lastimavelmente finas em comparação com o resto do corpo, tremulavam desamparadas diante dos seus olhos. ― O que aconteceu comigo? — pensou.”

"Franz Kafka nasceu em Praga a 3 de julho de 1883, cidade que durante todos os 40 anos da vida do escritor pertenceu à monarquia austro-húngara. Filho de um abastado comerciante judeu, Kafka cresceu sob as influências de três culturas: a judia, a tcheca e a alemã. Formado em direito, ele fez parte, junto com outros escritores da época, da chamada Escola de Praga. Esse movimento era basicamente uma maneira de criação artística alicerçada em uma grande atração pelo realismo, uma inclinação à metafísica e uma síntese entre uma racional lucidez e um forte traço irônico. Esse híbrido de ironia e lucidez aparece na maioria dos textos de Kafka." ( retirado de http://almanaque.folha.uol.com.br/kafka.htm)
“Franz Kafka nasceu em Praga a 3 de julho de 1883, cidade que durante todos os 40 anos da vida do escritor pertenceu à monarquia austro-húngara. Filho de um abastado comerciante judeu, Kafka cresceu sob as influências de três culturas: a judia, a tcheca e a alemã.
Formado em direito, ele fez parte, junto com outros escritores da época, da chamada Escola de Praga. Esse movimento era basicamente uma maneira de criação artística alicerçada em uma grande atração pelo realismo, uma inclinação à metafísica e uma síntese entre uma racional lucidez e um forte traço irônico.
Esse híbrido de ironia e lucidez aparece na maioria dos textos de Kafka.” (retirado de http://almanaque.folha.uol.com.br/kafka.htm)

Bom, gente, sei que o LA ficou meio sem postagens nessa semana, mas é que a correria está tensa! Rsrsrs

Quero dizer que vou conciliar o ritmo de postagens com o da minha vida, que já comprei montes de livros ( mas alguns vou ter que esperar porque virão pelo correio), e tem indicação de tag, parceria com outro blog, enfim… AGUARDEM!

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6 comentários sobre ““A Metamorfose” – Franz Kafka

  1. Primeir pessoa que conheço que leu esse livro por livre e espontânea vontade! Eu li quando estava no 2° ano, achei bem pirado mas muito reflexivo! Gostei também.
    Posso te recomendar um filme? Chama o homem duplicado, inspirado no conto de José Saramago. Piradissimo hahaha, mas se visto com calma e muita atenção, ele aborda muitas questões filosóficas e antropológicas!
    Um beijo,
    http://www.blogdabarbaraalves.com

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    • Oi! amei as respostas da sua tag ( inclusive, sou de Fortaleza hehe), mas eu já fui tagueada por outro blog para esta msm tag, e o post, inclusive, sai hj… bjus, e obrigada pela indicação!

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  2. Tenho muita vontade de ler “A metamorfose”, dizem que é um daqueles livros que a história “cresce” na gente, e faz mais sentido depois de uns dias que vc refletiu sobre ele do que imediatamente após a leitura… vou arranjar um exemplar pra mim! 🙂
    Adorei a resenha!

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