Especial Mês do Terror: “Formaturas Infernais”

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Oi! Hoje começaremos a nossa nova coluna, “Especiais”, sendo que, durante o mês de outubro, teremos uma espécie de “homenagem” ao mês do Halloween. Dentro deste especial, vou resenhar leituras que tragam algo de mistério, terror, suspense, assombração. Vou avisando que não é lá o que costumo ler, por isso tem o adicional de ser um desafio para mim. Como sou nerd aplicada, eu vou até mostrar para você que curte o LA o “cronograma do terror”:

  1. Resenha de “Formaturas Infernais”
  2. Resenha de “A outra volta do parafuso”
  3. Resenhas de 5 contos brasileiros sobrenaturais
  4. Resenhas de 3 contos de Edgar Alan Poe

Eu bem que tentei de verdade encarar mais leituras, mas como eu ainda tô lendo outros livros que não são para o especial, as coisas ficaram puxadas e eu ainda trabalho, né? Enfim, vamos começar!

Bem, eu já esperava que talvez não viesse a gostar muito de Formaturas Infernais, visto que eu tendo a ser meio crítica com vários livros YA. Mas, como ele já estava aqui por casa, e porque é pequeno, além de não ser logo de cara “assombroso”, digamos, decidi encará-lo.

O livro é constituído de 5 contos que giram em torno do tema formatura. 5 autoras desenvolveram contos com direito a formaturas infernaisvampiros, diabinhas, meninas com superpoderes e zumbi. Algo em que reparei é que quase todos são narrados em primeira pessoa, ou seja, mostram sempre a visão das protagonistas. Também aparecem em todos aqueles clichês de livros YA: estilo pseudo-irônico, às vezes meio forçadinho, diálogos um pouco fracos, e claro, mocinhas inseguras, que não se acham boas o suficiente para serem convidadas para o baile.

O primeiro conto é “A filha da exterminadora”, de Meg Cabot, em que Mary é uma jovem caçadora de vampiros que tenta evitar que o filho do Drácula, Sebastian Drake, ataque a melhor amiga dela. Não chegou a me empolgar, mas acho que foi o conto mais “redondinho” do livro.

O segundo é o melhor, e único que realmente dá um sustinho ( eu acho que para quem gosta mesmo de terror o conto não chega nem a fazer cócegas, mas como não sou muito acostumada como o gênero,   valendo).

Este é baseado num antigo conto do qual já tinha ouvido falar, e que é até citado pela própria autora, Lauren Myracle, “A pata do macaco”. Frankie está apaixonada pelo melhor amigo, Will, e arrasta a ele e a melhor amiga, Yun Sun, para uma cartomante, a fim de descobrir se o garoto iria sair de cima ou não do muro e chamá-la para o baile. O rumo das coisas muda quando, na ânsia de ver seu desejo realizado, ela fica com um antigo e misterioso buquê, que só vai atrair o contrário do que ela quer.

O terceiro conto é de Kim Harrison, “Madison Avery e a morte”. Foi o conto mais “WTF?” do livro por motivos de: por que a autora, que sabia que não teria um espaço enorme para desenvolver a trama, jogou milhares de informações e no final, simplesmente, não responde à nenhuma das questões que ela mesma levantou?

Madison é nova na cidade e acaba indo ao baile com um garoto que o pai pediu que a levasse. Ela se enche dele, e, quando está indo embora, conhece um cara perfeito, que a seduz. Ela toma uma carona com ele, daí encontra-se morta ou nem tão morta assim. Juro que fiquei irritada com o final, pois poderia até ser algo mais legal se tivesse sido melhor elaborado.

O penúltimo é “Salada Mista”, de Michele Jaffe. Juro que não tem NADA de terror, horror, ou seja lá o que fosse nesse sentido, mas consegue até ser engraçadinho. Conta como Miranda, que perdeu misteriosamente os pais e que sempre viveu em um colégio interno, começou a usar os superpoderes dos quais não sabe por que motivos possui para combater o crime em sua cidade. Ela vive consultando livros de autoajuda a fim de resolver suas inseguranças, tem uma quedinha pelo delegado bonitão e faz um bico como motorista para uma empresa de táxi especial. Numa das corridas, precisa buscar uma menina que é, disparadamente, a personagem mais divertida de todas as histórias do livro: Sibby, que tem 14 anos, é atrevida e linguaruda e incapaz de ficar perto de um garoto sem conseguir beijá-lo.

Achei a premissa do conto interessante ( Sibby era uma espécie de reencarnação, ou algo assim, da Sibila de Cumas, um das dez sibilas mais conhecidas da Grécia antiga. Estas personagens mitológicas possuíam poderes proféticos, inspirados pelo deus Apolo). Mais uma vez, por falta de um maior desenvolvimento, as tramas de Sibby e Miranda que prometiam ser muito boas terminam às pressas. Acho até que se fosse um livro só delas, eu leria.

O último é da badalada autora crepusculiana Stephenie Mayer. “Inferno na Terra”, apesar do título, é um conto meio bobinho. Uma diaba teen, Sheeb, tem que atormentar um baile de formatura, causando a discórdia entre todos os jovens do salão. O único que parece imune à maldade dela é Gabe, um menino quase anjo por quem ela, no final, se interessa. E É SÓ ISSO! Foi, na minha opinião, o conto mais chato e decepcionante. Os outros, mesmo tendo seus deslizes, tinham um arco com um clímax, mas esse se arrasta pelas páginas e tem um momento em que você se pergunta, “então, cadê o objetivo dessa história?”

Enfim, Formaturas Infernais deve assustar meninas de 10 à 12 anos, e olhe lá.

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12 comentários sobre “Especial Mês do Terror: “Formaturas Infernais”

  1. Oi, Karla, boa noite! 😀
    Li este livro na faculdade, mas foi tão fraquinho que realmente não marcou. Ok, foi uma leitura divertida em alguns momentos, mas não foi “uau, que livro fantástico!” Dificilmente entraria na lista de favoritos, e me deixou até com medo de olhar os demais livros da “série” (Beijos Infernais e Amores Infernais). Também achei que “A Filha da Exterminadora” foi o mais redondinho, com mais páginas poderia ter dado uma história bem interessante…
    Beijos e ótima semana!

    Resenha de “Anjo Mecânico” no ar, não deixe de conferir ❤
    Confissões de um Leitor

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  2. Hello, Karla! Eu tenho a maior vontade de ler esse livro, mas depois de ler toda a sua resenha procurando o objetivo dos contos, eu posso dizer que não tenho mais tanta expectativa nela, mas ainda quero o ler porque quero ver o que a Mayer fez, porque todos falam que ela foi ridícula. RsRs’
    Abraços.

    Com alegria, Gabryel Fellipe

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  3. HAHAHAHAHAHA, cara, concordo contigo. Não tem nada de assustador nesse livro. Mas confesso que o segundo, quando eu era mais nova, chegou a me assustar, sim. Não sei dizer qual desse contos gostei mais, porque acho que cada um oferece algo. Mas, realmente, o da Stephanie é muito bobo. Na época eu nem a conhecia como a autora de Crepúsculo, e achei o mais chatinho, sem surpresas e tal.

    Love, Nina.
    http://ninaeuma.blogspot.com.br/

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