Os Goonies – Good Enough

Os Goonies: Gordo, Mikey, Bocão e Dado

Falar sobre “Os Goonies” não é só comentar sobre uma história qualquer. E, não, você não está lendo um post sobre “clássicos da Sessão da Tarde”, assunto que aprecio muito, aliás, mas que vai ficar para outra hora.

goonies poster

Então: “Os Goonies” foi um filme lançado em 1985, com roteiro de Chris Columbus    ( o cara responsável por Os Gremilins, Esqueceram de Mim, Uma Babá quase Perfeita e os dois primeiros filmes de Harry Potter), com produção de Steven Spielberg (que dispensa apresentações) e dirigido por Richard Donner ( que, por exemplo, dirigiu o primeiro filme do Superman); a trilha sonora ficou a cargo de Cindy Lauper, estrela do pop que na época estava no auge, responsável por um hit inesquecível: “The Goonies ‘R’ Good Enough”. Grande sucesso nos cinemas, aqui no Brasil, gerações cresceram assistindo à aventura dos meninos que descobrem um mapa pirata e partem rumo à grande e última aventura infantil. Quem não sabe quem são os irmãos Fratelli (tem até banda de rock com esse nome!)? Quem não lembra de Sloth pedindo chocolate? Quem não lembra do Gordo contando mentiras cabeludas? Ou do Bocão, meu Deus?! rsrsrssr Enfim, é preciso introduzir bem a aura que envolve “Os Goonies”, porque é o tipo de filme que marcou muita gente. Quem nunca quis ser um goonie? Por saber que eu amava tanto este filme, meu melhor amigo me presenteou com um exemplar, e, nossa, eu li e confesso que embarquei de volta àquelas tardes maravilhosas da infância…

O livro, produzido a partir do roteiro do filme, foi escrito por James Khan,que também já tinha adaptado literariamente Indiana Jones e Poltergeist. A trama fala sobre uma turma de amigos que mora nas Docas Goon, bairro operário de Astoria, cidade litorânea dos EUA. Os garotos são Mikey, Bocão, Gordo, Dado, e o irmão mais velho de MIkey, que estava lá para vigiá-lo e não deixar que gripasse, Brand. Eles estão aflitos,  pois as casas em que moram serão demolidas e eles já estão preparando-se para mudar, porque não têm como pagar o dinheiro das hipotecas.

the gooniesSem ter muito o que fazer, e tomados pela melancolia da iminente separação da turma, eles vão ao sótão  da família de Mikey e Brand e encontram várias antiguidades guardadas lá (pois o pai deles era o responsável pelo museu da cidade). Entre tantas coisas raras, eles encontram um mapa pirata indicando a localização de um tesouro, e, convencidos por Mikey, que sente uma conexão com o pirata que fora dono do mapa, Willy Caolho, eles partem rumo à aventura. Para azar deles, o local onde devem começar a procura pelo tesouro é justamente onde está um restaurante abandonado que serve de esconderijo para uma família perigosa de criminosos, “Os Fratelli”. E, se já não bastasse tanta confusão, eles ainda conhecem um gigante com alma de criança, que no início bota medo neles, Sloth. Ele é  o mais novo dos Fratelli que é maltratado pelos irmãos e a mãe por ser diferente. Mais duas meninas entram para a gooniescaça ao tesouro, por conta do acaso: Andy, a linda garota que é interesse amoroso dos irmãos Walsh, e Steph, valente e determinada, mas que mostra uma quedinha por Bocão.

Descobrindo uma passagem secreta para os subterrâneos, eles enfrentam todo tipo de perigo, como avalanches, ataque de morcegos, de sanguessugas, quedas, afogamentos, desafios com caveiras e enigmas para chegarem ao navio de Willy (uma das minhas partes favoritas ever é quando Andy toca o órgão feito de ossos).O mais legal é que “Os Goonies” é uma história para crianças, e, ao mesmo tempo, não é. É uma metáfora para o autoconhecimento, para os rituais os gooniesde inicialização na vida adulta, sobre o valor da amizade. E sim, isso pode até parecer batido, mas quando a história é tão bem amarrada e contada como esta, sempre será divertido. Eu posso até ter sido muito influenciada pela nostalgia da infância, mas acho que isso é só um sinal do quanto “Os Goonies” é capaz de marcar, não é? Mikey, que é o narrador, representa justamente a todos que sempre acreditaram em determinados valores e instintos, e, ao final, quando finalmente liberta o navio pirata para a eterna liberdade, não é só ele que cresce e passa a entender um pouco da vida: a gente também sente o mesmo.

 

 

 

‘Obrigado, Willy Caolho’, sussurrei. E eu sei que ele me ouviu. Porque eu era a melodia na cabeça dele que finalmente ia libertá-lo, assim como ele era a melodia na minha.” (pág. 226)

James Kahn 237 págs Ed. Darkside
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7 comentários sobre “Os Goonies – Good Enough

  1. Pra falar a verdade, só fui assistir a esse filme depois de crescido, mas ele me fez lembrar de alguns outros filmes que assisti na infância, como Guerreiros da Virtude e O Monstro da Garrafa que, apesar de não terem repercutido tão bem, me trazem sempre a sensação nostálgica de quando os assistia na Sessão da Tarde, e recomendo muito para quem se interessar…
    Quanto ao livro, a edição da Darkside está impecável e vou tentar achar um espaço na minha lista lotada de ‘leituras futuras’ para um pouquinho de nostalgia.

    http://discodivinil.blogspot.com.br/

    Grande abraço!

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    • Eu acho que quem viu a Os Goonies e estes que vc citou na infância teve mta sorte! Realmente, a edição tá belíssima, mto bem cuidada; a minha é a simples, e msm assim, tá mto bacana.Leia e vc não vai se arrepender! Abração!

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  2. Uai! Comentei ontem, mas aparentemente o comentário não foi publicado…
    Enfim, eu também nunca assisti aos Goonies (*vergonha*), mas é um filme famoso principalmente entre crianças dos anos 80 e dos 90 que tinham irmãs mais velhas!
    O que me impressionou mais foi o fato de o livro ser baseado no filme!!! Hahaha é uma inversão do que estamos acostumados, né?
    Beijos, Karla!

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    • Bom, eu sou uma criança de 86, então Os Goonies faz parte da minha infância rsrsr, achei fofo vc falar “principalmente entre crianças dos anos 80 e dos 90 que tinham irmãs mais velhas!” Realmente, foi uma inversão bem interessante! bjusss

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  3. Oi Karla!!! Vc acredita que não me lembro desse filme? Sei que é famoso (principalmente entre crianças da década de 1980), mas acho que não cheguei a assistir. De qualquer maneira, achei muito surpreendente o fato de o livro ser uma adaptação do filme, uma inversão do que estamos acostumados, né?! 🙂

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